Equipe Gabarite
EQUIPE
06/10/2026 • 04:02
Vamos pensar um pouco sobre a situação desse paciente. Ele tem 56 anos, passou por um grande trauma com lesão hepática grave e está no pós-operatório imediato, na UTI, intubado e com necessidade crescente de noradrenalina, que é um vasoativo para manter a pressão arterial. Isso indica que o paciente está hemodinamicamente instável, ou seja, seu organismo está numa situação delicada, do tipo que exige cuidados muito rigorosos para evitar complicações.
Quando falamos em conduta nutricional em pacientes críticos, especialmente aqueles instáveis, o desafio é fornecer o suporte correto sem causar mais estresse no organismo. A nutrição enteral trófica precoce, que é aquela nutrição via tubo com volumes muito baixos apenas para 'manter o trato intestinal ativo', é indicada em muitos casos para manter a integridade do trato gastrointestinal. Porém, esse paciente está instável e em doses crescentes de noradrenalina, o que contraindica a nutrição enteral, pois o fluxo sanguíneo para o intestino está comprometido e isso pode causar isquemia da mucosa intestinal.
A nutrição parenteral total imediata também não é recomendada logo nas primeiras 24-48 horas, principalmente porque o paciente está instável e o risco de complicações como infecção é maior. Além disso, iniciar nutrição parenteral precoce pode agregar riscos desnecessários.
A suplementação de glutamina intravenosa não é recomendada rotineiramente em pacientes críticos, pois estudos mostram que pode até ser prejudicial em alguns casos, especialmente quando há instabilidade hemodinâmica.
Nutrição enteral hipercalórica com fórmulas imunomoduladoras também é algo para estágios mais avançados e estáveis do paciente, não no período de instabilidade aguda.
O jejum absoluto até a reversão da instabilidade é a recomendação clássica para pacientes com instabilidade hemodinâmica, para evitar complicações intestinais e permitir estabilização do quadro.
Portanto, neste cenário, o melhor é manter o paciente em jejum absoluto até que a estabilidade seja conquistada, evitando riscos associados à nutrição precoce em um trato gastrointestinal que pode estar comprometido.
Gabarito correto: e
Quando falamos em conduta nutricional em pacientes críticos, especialmente aqueles instáveis, o desafio é fornecer o suporte correto sem causar mais estresse no organismo. A nutrição enteral trófica precoce, que é aquela nutrição via tubo com volumes muito baixos apenas para 'manter o trato intestinal ativo', é indicada em muitos casos para manter a integridade do trato gastrointestinal. Porém, esse paciente está instável e em doses crescentes de noradrenalina, o que contraindica a nutrição enteral, pois o fluxo sanguíneo para o intestino está comprometido e isso pode causar isquemia da mucosa intestinal.
A nutrição parenteral total imediata também não é recomendada logo nas primeiras 24-48 horas, principalmente porque o paciente está instável e o risco de complicações como infecção é maior. Além disso, iniciar nutrição parenteral precoce pode agregar riscos desnecessários.
A suplementação de glutamina intravenosa não é recomendada rotineiramente em pacientes críticos, pois estudos mostram que pode até ser prejudicial em alguns casos, especialmente quando há instabilidade hemodinâmica.
Nutrição enteral hipercalórica com fórmulas imunomoduladoras também é algo para estágios mais avançados e estáveis do paciente, não no período de instabilidade aguda.
O jejum absoluto até a reversão da instabilidade é a recomendação clássica para pacientes com instabilidade hemodinâmica, para evitar complicações intestinais e permitir estabilização do quadro.
Portanto, neste cenário, o melhor é manter o paciente em jejum absoluto até que a estabilidade seja conquistada, evitando riscos associados à nutrição precoce em um trato gastrointestinal que pode estar comprometido.
Gabarito correto: e