As formas verbais atendem às normas de concordância na frase:

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Q1146825 • Sem disciplina • Sintaxe • FCC • PM AP • PM AP • 2025
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Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Uma palavra, vários sentidos: "segurança"


As palavras nascem com um sentido original preso a um determinado contexto. Com o tempo, modificam-se, ganham novas significações por força de seu emprego em novos contextos. É essa a dinâmica de todas as línguas vivas, sobretudo em seus níveis de fala. Conhecer a história de uma palavra, por meio de sua etimologia e de seu percurso filológico, pode iluminar aspectos da história humana.

Tomemos como exemplo a palavra "segurança", um conceito dos mais discutidos em nosso tempo. Essa palavra tem origem no termo latino "securitas", que por sua vez deriva de "securus" (livre de preocupações, seguro), termo composto por "sine" (sem) e "cura" (cuidado, preocupação). Desde sua origem, pois, "segurança" remete à ideia de estar livre de cuidados, perigos ou riscos, ou seja, em um estado de tranquilidade e proteção.

Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra. Num nível psicológico, um indivíduo seguro está habilitado a enfrentar seus desafios munido de convictos valores pessoais. Na ordem social, a segurança se torna um bem público, a ser defendido pelas instituições que delegam a seus agentes o papel de defender os valores civilizatórios. Difícil imaginar alguém que nunca se tenha valido da proteção que nos estendem os responsáveis por nossa segurança. Já no âmbito da natureza, catástrofes podem ser, quando não evitadas, minimizadas por medidas preventivas de segurança.

Em nossos dias, o progresso avassalador da cibernética está pondo à prova as situações em que todos nós, ativa ou passivamente, integramos os processos midiáticos de comunicação, expandindo valores e interesses que entram na conformação da vida e do comportamento sociais. Quais os limites dessa propagação? Que segurança podemos ter contra os abusos extremos? -perguntam-se alguns. Ao mesmo tempo, há aqueles que reagem contra qualquer tipo de controle dos procedimentos da mídia.

Não há dúvida de que nossas fragilidades naturais, nossos interesses nem sempre comunitários, nossos instintos primitivos pedem, aqui e ali, algum controle, em favor da segurança de todos. Caracterizar os valores que devem ser objetos prioritários da formação individual, da segurança social e do equilíbrio planetário vem-se constituindo um desafio do nosso tempo.


(Abelardo Villa Siqueira, a editar)
As formas verbais atendem às normas de concordância na frase:
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    06/10/2026 • 01:01
    Vamos falar um pouco sobre concordância verbal, que é quando o verbo deve concordar em número e pessoa com o sujeito da oração, ou com o termo a que se refere. A questão cobra a identificação da frase cuja forma verbal está correta segundo as normas de concordância.

    Na alternativa (a), 'Resulta da força dos nossos instintos primitivos as quebras de conduta que tanto mal nos fazem'. Aqui, o sujeito é 'as quebras de conduta', que está no plural, mas o verbo 'resulta' está no singular, trazendo erro de concordância.

    Na (b), 'São próprias das línguas vivas desenvolverem-se segundo a dinâmica de seu uso pelos falantes', o verbo está no plural 'São', concordando com o sujeito 'desenvolverem-se', que é substantivado e também plural, mas o sujeito aqui não está claro, o sujeito real parece ser 'desenvolverem-se', forma nominal plural; a frase está correta.

    Na (c), 'Agrega-se ao percurso histórico de uma palavra os valores dos contextos em que ela se inserir'. O verbo 'agrega-se' está no singular, mas o sujeito 'os valores' está no plural e vem depois do verbo. Pela regra da proximidade, o verbo deveria ficar no plural 'agregam-se', então há erro.

    Na (d), 'Deve-se às convicções íntimas de um indivíduo o sentimento de segurança de que ele desfruta'. O verbo está no singular 'Deve-se', e o sujeito é 'o sentimento', no singular, correto.

    Na (e), 'Cabem aos agentes de segurança zelar pelos valores civilizatórios que devem nos irmanar'. O verbo 'Cabem' no plural está correto, pois concorda com 'zelar', que é verbo no infinitivo que funciona aqui como complemento, e o sujeito é o verbo 'zelar' ou a ação geral? No caso, 'cabem' concorda com 'zelar', que é uma oração subordinada, mas o sujeito da frase é 'zelar pelos valores', portanto o verbo 'cabem' está correto por concordar com o sujeito plural 'agentes de segurança'.

    Portanto, as alternativas (b), (d) e (e) estão corretas no uso da concordância verbal. Porém, (b) parece com a estrutura inadequada e (e) a concordância está adequada e coerente. A alternativa que apresenta forma verbal integralmente adequada e clara é a (d).

    Gabarito: d
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