Após confirmação diagnóstica, qual é o tratamento indicado para esse paciente?

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Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.


Paciente do sexo masculino, de 67 anos, ex-tabagista. Refere, há cerca de dois anos, dispneia progressiva até com moderados esforços, sem outros sintomas associados. Apresentava ao exame físico bom estado geral, saturação periférica de oxigênio a 94% em ar ambiente, ausculta pulmonar com estertores finos bibasais, sem outras alterações. Espirometria normal. Tomografia de tórax com espessamento de septos inter e intralobulares, com predomínio basal e subpleural, associado com bronquiectasias de tração e faveolamento, caracterizando PIU (pneumonia intersticial usual) típica. Sem história de exposições a aves, a mofo ou ocupacionais. Exames laboratoriais sem alterações, sorologias reumatológicas negativas.
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    11/10/2026 • 12:01
    O caso clínico descreve um paciente com quadro típico de Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), anteriormente chamada de Pneumonia Intersticial Usual (PIU). Essa doença é caracterizada por dispneia progressiva, estertores finos bibasais, tomografia com padrão usual (espessamento de septos, bronquiectasias de tração e faveolamento), espirometria normal (que pode se alterar ao longo do tempo) e ausência de exposições ou causas secundárias.

    O tratamento da FPI é um tema importante. Corticoides e imunossupressores, como os imunobiológicos, não são mais indicados para FPI, pois não trazem benefício e podem até ser prejudiciais. A abordagem atual e padrão envolve o uso de antifibróticos, que atuam retardando a progressão da fibrose pulmonar. Esses medicamentos são os que demonstraram eficácia em reduzir o declínio funcional do pulmão.

    Medicações inalatórias, como broncodilatadores, não têm papel no tratamento da fibrose pulmonar, sendo geralmente reservadas para doenças obstrutivas.

    Portanto, para essa paciente, o tratamento indicado é com antifibróticos.
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