Leia o caso clínico a seguir. Paciente de 38 anos, do sexo feminin...

Leia o caso clínico a seguir. Paciente de 38 anos, do sexo feminino, com história prévia de monoparesia e parestesia em membro inferior direito e recuperação total, apresenta dor cervica...


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Leia o caso clínico a seguir.

Paciente de 38 anos, do sexo feminino, com história prévia de monoparesia e parestesia em membro inferior direito e recuperação total, apresenta dor cervical à flexão anterior do pescoço. Sua ressonância magnética de crânio mostra três lesões frontais e uma lesão infratentorial não captante de contraste. Sua ressonância magnética cervical mostra uma lesão hipercaptante em C5. Não há nenhum outro sinal localizatório em seu exame neurológico, e nem há alteração visual ou defeito pupilar aferente. Exames laboratoriais séricos e urinários, bem como radiografia de tórax, estão normais.

Nesse caso, qual escolha terapêutica de primeira linha é mais apropriada na fase aguda desta doença?
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    11/10/2026 • 04:01
    Essa questão aborda um caso clínico típico de esclerose múltipla (EM), uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. A paciente tem um histórico de episódio neurológico compatível com desmielinização (monoparesia e parestesia em membro inferior direito), além de múltiplas lesões sugestivas no sistema nervoso central, evidenciadas pela ressonância magnética, caracterizando quadros clínicos e imagiológicos da doença. Na fase aguda da esclerose múltipla, o tratamento principal visa a redução da inflamação e a recuperação da função neurológica.

    Nesse contexto, o tratamento de primeira linha para a crise aguda é o uso de glicocorticoides em altas doses por via intravenosa, pois eles são eficientes para diminuir a inflamação e melhorar os sintomas rapidamente. Outras opções citadas na questão, como interferon beta e ciclofosfamida, são usadas na terapia modificadora de longo prazo ou em casos mais graves e resistentes, e a plasmaferese costuma ser reservada para situações refratárias a corticoides.

    Portanto, a melhor escolha terapêutica para a fase aguda da esclerose múltipla nesse caso é o glicocorticoide intravenoso.
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