Não há impedimento automático do juiz, sendo-lhe permitido exercer suas funç...

Não há impedimento automático do juiz, sendo-lhe permitido exercer suas funções, no processo em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, que esteja sendo patrocin...


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Sobre a formação e uniformização de precedentes, a estabilidade da coisa julgada e a fixação de competência, julgue o item que se segue.
Não há impedimento automático do juiz, sendo-lhe permitido exercer suas funções, no processo em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, que esteja sendo patrocinado por advogado de outro escritório, em observância aos princípios do juiz natural, da razoabilidade e da proporcionalidade, prevalecendo, na hipótese, a presunção de imparcialidade.
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    10/10/2026 • 18:01
    Esta questão aborda temas cruciais do Direito Processual, especialmente os princípios que regem a imparcialidade do juiz e as hipóteses de impedimento e suspeição. A imparcialidade do juiz é essencial para garantir um julgamento justo. No entanto, a legislação prevê situações em que o juiz deve ser impedido ou pode ser suspeito, para evitar dúvidas sobre sua imparcialidade.

    No caso apresentado, o juiz é sócio do escritório de advocacia do qual o advogado é cônjuge, mas o processo é patrocinado por outro advogado de outro escritório. A questão é se há impedimento automático para que esse juiz atue nesse processo.

    Segundo o Código de Processo Civil brasileiro, impedimento automático ocorre em situações expressas, como quando o juiz ou seu cônjuge é parte no processo, advogado da parte ou tem interesse direto no litígio. No entanto, apenas o fato do juiz ter cônjuge advogado em outro escritório que não está atuando no processo não configura impedimento automático. Isso porque o juiz não possui interesse direto nem é parte, e sim apenas uma relação indireta, sob a presunção de imparcialidade.

    Assim, prevalecem os princípios do juiz natural, da razoabilidade e da proporcionalidade para avaliar o caso concreto. Não há, portanto, impedimento automático e o juiz pode exercer suas funções, salvo se houver elementos concretos que comprometam a imparcialidade, o que não é o caso aqui.

    Em resumo, a assertiva está correta, tendo como base o entendimento jurisprudencial e doutrinário, pois não há impedimento automático para o juiz atuar nesse processo somente por essa relação indireta.

    Gabarito: a) Certo
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