David Castilho
EQUIPE
09/10/2026 • 16:02
Vamos falar um pouco sobre síndromes de trombose associadas a doenças autoimunes, especialmente o Síndrome Antifosfolípide (SAF). Essa síndrome é caracterizada por trombose arterial e venosa recorrente e complicações obstétricas, como aborto espontâneo, que aparecem no caso apresentado. Além disso, paciente com SAF pode apresentar trombocitopenia, insuficiência múltipla dos órgãos devido a tromboses microvasculares e manifestações hematológicas, como hemólise microangiopática, o que explica a elevação do DHL.
No caso, a paciente tem histórico de síndrome de Marfan, mas o quadro principal sugere um episódio agudo de Síndrome Antifosfolípide catastrófica (SAFc), dada a presença de múltiplos eventos trombóticos, trombocitopenia intensa, anticoagulante lúpico positivo, anticorpos anti-Ro, hemorragia digestiva e falência múltipla de órgãos. A anticoagulação com varfarina é padrão, porém em casos graves da SAFc, a Sociedade Americana de Aférese (ASFA) recomenda o uso da plasmaférese (remoção de anticorpos patogênicos), além de corticosteroides e imunoglobulinas.
A complexa alteração da coagulação não indica que o uso de anticoagulantes orais diretos seja melhor que a varfarina neste contexto, pois a evidência atual ainda favorece a varfarina para o SAF clássico.
O complexo protrombínico poderia ser usado em hemorragia por uso excessivo de varfarina, mas nesse caso há trombocitopenia e falência múltipla, não sendo a conduta central.
Alterações microangiopáticas são comuns nestes casos e trombocitopenia, não trombocitose, é típico na SAF.
Portanto, a afirmação correta e clinicamente fundamentada é a que indica recomendação para plasmaférese terapêutica segundo ASFA.
No caso, a paciente tem histórico de síndrome de Marfan, mas o quadro principal sugere um episódio agudo de Síndrome Antifosfolípide catastrófica (SAFc), dada a presença de múltiplos eventos trombóticos, trombocitopenia intensa, anticoagulante lúpico positivo, anticorpos anti-Ro, hemorragia digestiva e falência múltipla de órgãos. A anticoagulação com varfarina é padrão, porém em casos graves da SAFc, a Sociedade Americana de Aférese (ASFA) recomenda o uso da plasmaférese (remoção de anticorpos patogênicos), além de corticosteroides e imunoglobulinas.
A complexa alteração da coagulação não indica que o uso de anticoagulantes orais diretos seja melhor que a varfarina neste contexto, pois a evidência atual ainda favorece a varfarina para o SAF clássico.
O complexo protrombínico poderia ser usado em hemorragia por uso excessivo de varfarina, mas nesse caso há trombocitopenia e falência múltipla, não sendo a conduta central.
Alterações microangiopáticas são comuns nestes casos e trombocitopenia, não trombocitose, é típico na SAF.
Portanto, a afirmação correta e clinicamente fundamentada é a que indica recomendação para plasmaférese terapêutica segundo ASFA.