Equipe Gabarite
EQUIPE
09/10/2026 • 16:02
Vamos falar sobre as crises que podem acometer pacientes com anemia falciforme, que é o caso provável desse jovem negro de 25 anos com crises vaso-oclusivas. O paciente tem uma queda persistente da hemoglobina mesmo após muitas transfusões e apresenta sinais laboratoriais importantes: hemoglobina muito baixa, alta contagem de reticulócitos (34%), aumento marcado de DHL (desidrogenase lática), bilirrubina direta e indireta elevadas, o que sugere intensa hemólise.
Analisando as alternativas: a crise aplástica causada pelo parvovírus B19 geralmente leva a uma queda da produção de reticulócitos (reticulocitopenia), o que não ocorre aqui — aqui o reticulócito está muito alto, descartando a alternativa (a). A crise de sequestro esplênico costuma ocorrer em crianças, com aumento do baço e queda rápida das células sanguíneas, porém não há relato de esplenomegalia e não explica a hemólise intensa, então (b) está menos provável.
A crise hiper-hemolítica (c) é um fenômeno em que o paciente apresenta destruição intensa das hemácias, tanto próprias quanto transfundidas. É caracterizada por dores, anemia profunda, aumento das enzimas de hemólise e bilirrubinas, e pode acontecer após transfusão, como neste caso. A reação hemolítica transfusional tardia (d) geralmente se manifesta com febre, icterícia e queda da hemoglobina, ocorrendo alguns dias após transfusão, mas a hemólise da crise hiper-hemolítica é mais intensa e o quadro descrito sugere isso. A hemólise por deficiência de G6PD (e) geralmente ocorre rapidamente após exposição a substâncias oxidantes e não está relacionado a transfusão recente nem à crise vaso-oclusiva.
Portanto, o quadro do paciente sugere fortemente uma crise hiper-hemolítica, caracterizada por anemia grave, aumento de enzimas de hemólise, e queda persistente da hemoglobina mesmo após transfusões fenotipicamente compatíveis. Gabarito: c.
Analisando as alternativas: a crise aplástica causada pelo parvovírus B19 geralmente leva a uma queda da produção de reticulócitos (reticulocitopenia), o que não ocorre aqui — aqui o reticulócito está muito alto, descartando a alternativa (a). A crise de sequestro esplênico costuma ocorrer em crianças, com aumento do baço e queda rápida das células sanguíneas, porém não há relato de esplenomegalia e não explica a hemólise intensa, então (b) está menos provável.
A crise hiper-hemolítica (c) é um fenômeno em que o paciente apresenta destruição intensa das hemácias, tanto próprias quanto transfundidas. É caracterizada por dores, anemia profunda, aumento das enzimas de hemólise e bilirrubinas, e pode acontecer após transfusão, como neste caso. A reação hemolítica transfusional tardia (d) geralmente se manifesta com febre, icterícia e queda da hemoglobina, ocorrendo alguns dias após transfusão, mas a hemólise da crise hiper-hemolítica é mais intensa e o quadro descrito sugere isso. A hemólise por deficiência de G6PD (e) geralmente ocorre rapidamente após exposição a substâncias oxidantes e não está relacionado a transfusão recente nem à crise vaso-oclusiva.
Portanto, o quadro do paciente sugere fortemente uma crise hiper-hemolítica, caracterizada por anemia grave, aumento de enzimas de hemólise, e queda persistente da hemoglobina mesmo após transfusões fenotipicamente compatíveis. Gabarito: c.