N.C.G., 24 anos, sexo feminino, sem antecedentes pessoais, com diagnóstico de...

N.C.G., 24 anos, sexo feminino, sem antecedentes pessoais, com diagnóstico de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), com fase crônica em fevereiro de 2018, quando iniciou tratamento. Após perda de respos...


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N.C.G., 24 anos, sexo feminino, sem antecedentes pessoais, com diagnóstico de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), com fase crônica em fevereiro de 2018, quando iniciou tratamento. Após perda de resposta molecular em abril de 2019 iniciou novo tratamento, atingindo resposta molecular maior em julho de 2019. No início de junho de 2023 procurou o serviço de hematologia com queixa de dispneia e dessaturação. Após avaliação, foi diagnosticado derrame pleural de grande volume à direita, cardiomegalia e BNP de 1.300 pg/mL.
A droga provavelmente envolvida no quadro é
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    09/10/2026 • 16:02
    Esta questão aborda um caso clínico envolvendo uma paciente com Leucemia Mieloide Crônica (LMC) que apresenta complicação respiratória, com derrame pleural de grande volume, cardiomegalia e BNP elevado. O BNP elevado indica sobrecarga cardíaca, uma pista importante para nossa análise.

    O foco está em identificar qual fármaco, usado no tratamento da LMC, está relacionado ao quadro clínico apresentado. As opções dadas são diferentes inibidores da tirosina quinase (TKI) utilizados no tratamento da LMC: Imatinibe, Dasatinibe, Bosutinibe, Ibrutinibe e Asciminibe.

    Dentre esses medicamentos, o Dasatinibe é conhecido por causar derrames pleurais como efeito adverso comum e de maior gravidade, devido à sua ação mais ampla sobre a membrana pleural. É frequente também o desenvolvimento de complicações cardíacas por este medicamento, com relato de derrame pleural associado a pneumonite e até insuficiência cardíaca, o que justifica a cardiomegalia e o aumento do BNP.

    Imatinibe, Bosutinibe e Asciminibe raramente causam derrame pleural. Ibrutinibe, por sua vez, é um inibidor de tirosina quinase usado mais em linfomas e leucemia linfocítica crônica, mas não é o principal medicamento para LMC e não está associado a derrames pleurais em LMC.

    Portanto, a droga mais provavelmente responsável pelo quadro é o Dasatinibe.
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