Paciente do sexo feminino, 68 anos, apresenta quadro arrastado e progressivo ...

Paciente do sexo feminino, 68 anos, apresenta quadro arrastado e progressivo de dispneia aos mínimos esforços, rash malar, dor abdominal e fadiga intensa. Antecedentes de diabetes mellitus tipo 2, ...


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Paciente do sexo feminino, 68 anos, apresenta quadro arrastado e progressivo de dispneia aos mínimos esforços, rash malar, dor abdominal e fadiga intensa. Antecedentes de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e asma. Ao exame físico: obesidade, rash malar, taquidispneia leve e esplenomegalia grau II. Exames complementares: ausência de anemia, leucocitose (25.840/mm3), eosinofilia persistente (10.440/mm3), trombocitose (500.000/mm3) e elevação de vitamina B12. Tomografias: doença intersticial pulmonar, esplenomegalia homogênea e fibrose hepática. Ecocardiograma: disfunção diastólica do ventrículo esquerdo (fração de ejeção: 69%). Biópsia de medula óssea: hipercelularidade às custas das séries granulocítica e megacariocítica, com 43% de eosinófilos em várias fases de maturação.
Sobre a patologia caracterizada pelos achados clínicos e laboratoriais, assinale a alternativa correta.
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    09/10/2026 • 16:02
    Essa questão aborda a síndrome hipereosinofílica, uma condição caracterizada pelo aumento persistente de eosinófilos no sangue e infiltração desses células em tecidos, levando a disfunções orgânicas. É importante entender que o diagnóstico dessa síndrome envolve a constatação da hipereosinofilia associada a lesões ou disfunção de órgãos que podem ser atribuídas à infiltração dos eosinófilos. Portanto, a alternativa que explica corretamente esse conceito é a letra a).

    Sobre as mutações mieloides: embora existam mutações em genes como IDH1 e IDH2 em alguns casos hematológicos, na síndrome hipereosinofílica as mutações mais conhecidas envolvem o gene PDGFRA, PDGFRB e FGFR1, o que torna a alternativa b) incorreta.

    Sobre a variante linfocítica: ela é associada ao crescimento anormal de linfócitos T, não B, e tem comportamento geralmente indolente, não agressivo, então a letra c) está errada.

    Eosinofilias reativas podem sim causar danos tissulares, já que a infiltração de eosinófilos leva a processos inflamatórios e danos locais; assim, d) também está errada.

    Por fim, a manifestação cardíaca mais comum na síndrome hipereosinofílica é a miocardite eosinofílica, e não pericardite, logo a letra e) é incorreta.

    Gabarito correto: a.
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