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A obra de Milton Santos representa um marco na renovação da Geografia ao propor uma leitura do espaço geográfico como instância indissociável das relações sociais, econômicas e políticas. Ao analis...


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A obra de Milton Santos representa um marco na renovação da Geografia ao propor uma leitura do espaço geográfico como instância indissociável das relações sociais, econômicas e políticas. Ao analisar a globalização a partir da periferia do sistema, o autor evidenciou que a difusão das técnicas e das redes de informação não elimina as desigualdades, mas as reorganiza em novas formas de integração seletiva. Nesse contexto, categorias como meio técnico-científicoinformacional e circuitos da economia urbana permitem compreender a coexistência de diferentes lógicas espaciais, articuladas de forma desigual no território.

MOREIRA, Ruy. Para onde vai o pensamento geográfico? São Paulo: Contexto, 2006. Adaptado.

Em grandes metrópoles contemporâneas, observa-se a implantação de infraestruturas altamente tecnificadas voltadas à circulação de capitais e informações em determinadas áreas, enquanto outras permanecem marcadas por precariedade urbana e baixa densidade técnica.

A análise dessa contradição, à luz da corrente teórica da Geografia Crítica, demonstra que o espaço geográfico contemporâneo
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    09/10/2026 • 11:02
    Vamos entender a questão com calma. A Geografia Crítica, inspirada em autores como Milton Santos, foca em analisar como as desigualdades socioespaciais são produzidas e mantidas dentro do sistema capitalista. Ou seja, o espaço geográfico não é visto como neutro, mas como resultado das relações econômicas, sociais e políticas, e dessas relações surgem diferentes níveis de desenvolvimento e infraestrutura em diferentes lugares.

    No texto, destaca-se que nas grandes cidades convivem áreas com alta tecnologia e circulação rápida de capitais, ao lado de áreas pobres e carentes de infraestrutura, mostrando que a tecnologia e infraestrutura não se espalham de forma igualitária. Milton Santos e a Geografia Crítica apontam que isso não é mero acidente ou problema técnico, mas reflexo das relações de poder, economia e produção capitalista que criam e mantêm essas desigualdades.

    Resumindo as alternativas: a) fala de limites operacionais, o que é uma visão mecanicista e não crítica; b) reconhece desigualdade, mas nega a ideia de comprometimento, o que vai contra a crítica capitalista; c) atribui hierarquização apenas à presença de objetos técnicos, sem considerar as relações sociais; d) destaca a capacidade local, mas sem expressar a crítica do sistema capitalista; e) aponta que a distribuição espacial é fruto de relações de produção que articulam integração e subordinação, o que está em linha com a Geografia Crítica e Milton Santos, mostrando que a densidade técnica reflete a lógica seletiva do capitalismo.

    Portanto, a alternativa que melhor representa a análise crítica da Geografia sobre o espaço geográfico contemporâneo é a letra e.
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