Marcos de Castro
EQUIPE
09/10/2026 • 03:02
Vamos falar sobre o tratamento da estenose da artéria carótida em pacientes sintomáticos, um tema importante para evitar novos acidentes vasculares cerebrais (AVCs). A questão apresenta um paciente com sintomas transitórios (fraqueza e disartria), sugestivos de ataque isquêmico transitório, associado a uma estenose carotídea relevante (78%) com placa ulcerada, que é um fator de alto risco para AVC.
No manejo desses casos, as diretrizes atuais indicam que, para pacientes sintomáticos com estenose carotídea significativa (geralmente acima de 70%), a endarterectomia carotídea (CEA) é o tratamento de escolha, desde que o paciente tenha risco cirúrgico aceitável e seja feito por equipe experiente, preferencialmente em até duas semanas após o evento neurológico. Isso porque a cirurgia reduz significativamente o risco de AVC em comparação com o tratamento clínico isolado.
A angioplastia carotídea com stent (CAS) é uma alternativa, geralmente indicada para pacientes com alto risco cirúrgico para CEA ou em casos anatômicos específicos. Não é recomendado o uso indiscriminado em todos os pacientes sintomáticos, especialmente nos idosos, pois pode apresentar maior risco de eventos embólicos perioperatórios.
Sobre o uso de shunt intraluminal, ele não é obrigatório em todos os casos; seu emprego deve ser orientado pela monitorização neurológica e hemodinâmica durante o clampeamento da artéria.
Quanto ao tratamento clínico isolado, não é indicado para estenoses acima de 70% em pacientes sintomáticos, justamente porque o risco de AVC recorrente é alto sem intervenção.
Por fim, o fechamento da arteriotomia com patch é preferido em relação ao fechamento primário, já que o uso do patch reduz o risco de reestenose e complicações vasculares posteriores.
Assim, a alternativa correta é a letra d: a endarterectomia carotídea é a estratégia de escolha para pacientes sintomáticos com estenose significativa e baixo risco cirúrgico, desde que realizada em tempo adequado por equipe experiente.
No manejo desses casos, as diretrizes atuais indicam que, para pacientes sintomáticos com estenose carotídea significativa (geralmente acima de 70%), a endarterectomia carotídea (CEA) é o tratamento de escolha, desde que o paciente tenha risco cirúrgico aceitável e seja feito por equipe experiente, preferencialmente em até duas semanas após o evento neurológico. Isso porque a cirurgia reduz significativamente o risco de AVC em comparação com o tratamento clínico isolado.
A angioplastia carotídea com stent (CAS) é uma alternativa, geralmente indicada para pacientes com alto risco cirúrgico para CEA ou em casos anatômicos específicos. Não é recomendado o uso indiscriminado em todos os pacientes sintomáticos, especialmente nos idosos, pois pode apresentar maior risco de eventos embólicos perioperatórios.
Sobre o uso de shunt intraluminal, ele não é obrigatório em todos os casos; seu emprego deve ser orientado pela monitorização neurológica e hemodinâmica durante o clampeamento da artéria.
Quanto ao tratamento clínico isolado, não é indicado para estenoses acima de 70% em pacientes sintomáticos, justamente porque o risco de AVC recorrente é alto sem intervenção.
Por fim, o fechamento da arteriotomia com patch é preferido em relação ao fechamento primário, já que o uso do patch reduz o risco de reestenose e complicações vasculares posteriores.
Assim, a alternativa correta é a letra d: a endarterectomia carotídea é a estratégia de escolha para pacientes sintomáticos com estenose significativa e baixo risco cirúrgico, desde que realizada em tempo adequado por equipe experiente.