Um homem de 72 anos, hipertenso, diabético e ex-tabagista, procura atendiment...

Um homem de 72 anos, hipertenso, diabético e ex-tabagista, procura atendimento após episódio de fraqueza transitória em membro superior direito e dificuldade para articular palavras, com resolução ...


publicidade
Um homem de 72 anos, hipertenso, diabético e ex-tabagista, procura atendimento após episódio de fraqueza transitória em membro superior direito e dificuldade para articular palavras, com resolução completa em aproximadamente 20 minutos. A angiotomografia cervical evidencia estenose de 78% da artéria carótida interna esquerda, segundo os critérios do NASCET, com placa aterosclerótica ulcerada. A tomografia computadorizada de crânio não demonstra áreas de infarto estabelecido ou hemorragia intracraniana. O paciente encontra-se neurologicamente assintomático no momento da avaliação, apresenta expectativa de vida superior a cinco anos e não possui contraindicações anestésicas ou cirúrgicas relevantes.
Considerando as evidências atuais sobre prevenção do acidente vascular cerebral, as indicações de endarterectomia carotídea (CEA) e de angioplastia carotídea com implante de stent (CAS), assinale a alternativa correta.
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    09/10/2026 • 03:02
    Vamos falar sobre o tratamento da estenose da artéria carótida em pacientes sintomáticos, um tema importante para evitar novos acidentes vasculares cerebrais (AVCs). A questão apresenta um paciente com sintomas transitórios (fraqueza e disartria), sugestivos de ataque isquêmico transitório, associado a uma estenose carotídea relevante (78%) com placa ulcerada, que é um fator de alto risco para AVC.

    No manejo desses casos, as diretrizes atuais indicam que, para pacientes sintomáticos com estenose carotídea significativa (geralmente acima de 70%), a endarterectomia carotídea (CEA) é o tratamento de escolha, desde que o paciente tenha risco cirúrgico aceitável e seja feito por equipe experiente, preferencialmente em até duas semanas após o evento neurológico. Isso porque a cirurgia reduz significativamente o risco de AVC em comparação com o tratamento clínico isolado.

    A angioplastia carotídea com stent (CAS) é uma alternativa, geralmente indicada para pacientes com alto risco cirúrgico para CEA ou em casos anatômicos específicos. Não é recomendado o uso indiscriminado em todos os pacientes sintomáticos, especialmente nos idosos, pois pode apresentar maior risco de eventos embólicos perioperatórios.

    Sobre o uso de shunt intraluminal, ele não é obrigatório em todos os casos; seu emprego deve ser orientado pela monitorização neurológica e hemodinâmica durante o clampeamento da artéria.

    Quanto ao tratamento clínico isolado, não é indicado para estenoses acima de 70% em pacientes sintomáticos, justamente porque o risco de AVC recorrente é alto sem intervenção.

    Por fim, o fechamento da arteriotomia com patch é preferido em relação ao fechamento primário, já que o uso do patch reduz o risco de reestenose e complicações vasculares posteriores.

    Assim, a alternativa correta é a letra d: a endarterectomia carotídea é a estratégia de escolha para pacientes sintomáticos com estenose significativa e baixo risco cirúrgico, desde que realizada em tempo adequado por equipe experiente.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.