Mulher, 51 anos, submetida à colecistectomia videolaparoscópica há uma semana...

Mulher, 51 anos, submetida à colecistectomia videolaparoscópica há uma semana, sem colangiografia intraoperatória, retorna ao pronto-socorro com dor abdominal e icterícia. Nega febre e não apresent...


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Mulher, 51 anos, submetida à colecistectomia videolaparoscópica há uma semana, sem colangiografia intraoperatória, retorna ao pronto-socorro com dor abdominal e icterícia. Nega febre e não apresenta sinais de peritonite. Exames laboratoriais mostram elevação expressiva das bilirrubinas total e direta e da fosfatase alcalina. Ultrassonografia demonstra imagem hiperecogênica de aproximadamente 1,2 cm no interior do colédoco, com sombra acústica posterior e dilatação da via biliar a montante. A tomografia não evidencia extravasamento de bile ou bilioma.
Diante do quadro, a hipótese diagnóstica mais provável é:
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    09/10/2026 • 03:02
    Esta questão aborda uma complicação comum após colecistectomia videolaparoscópica, que é a presença de complicações na via biliar. A paciente apresenta icterícia, dor abdominal, elevação das bilirrubinas total e direta e da fosfatase alcalina, além de imagem em ultrassonografia mostrando uma massa hiperecogênica no interior do colédoco com sombra acústica e dilatação do ducto biliar a montante.

    Esses achados são típicos de um cálculo (pedra) dentro do colédoco, o que caracteriza a coledocolitíase residual. Ela ocorre quando há cálculo biliar remanescente após a cirurgia, gerando obstrução da via biliar e causando icterícia e dor abdominal. A ausência de febre e de sinais de peritonite cai contra quadros como fístula biliar e peritonite.

    Outras alternativas, como fístula biliar, podem cursar com extravasamento de bile e septicemia, o que não ocorre aqui na ausência de febre. Hepatite medicamentosa não causa imagem hiperecogênica com sombra acústica na via biliar, além dos exames laboratoriais apresentarem padrões diferentes. Clipagem inadvertida causaria obstrução, mas ultrassonografia não normalmente mostra sombra acústica compatível com cálculo. Pancreatite aguda costuma apresentar dor típica em região epigástrica irradiando para as costas e alteração dos exames amilase e lipase.

    Portanto, a hipótese diagnóstica mais provável é a letra a) coledocolitíase residual.
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