Ingrid Nunes
EQUIPE
09/10/2026 • 03:02
Vamos falar sobre a síndrome compartimental abdominal (SCA), que é uma condição grave que ocorre quando a pressão dentro do abdômen aumenta de forma crítica, comprometendo a perfusão de órgãos e levando a disfunções múltiplas. Esse aumento da pressão intra-abdominal (PIA) pode ser avaliado por via vesical, e quando ultrapassa níveis específicos, caracteriza hipertensão intra-abdominal (HIA) e pode evoluir para a síndrome compartimental abdominal.
A classificação da hipertensão intra-abdominal utiliza graus conforme as medidas em mmHg: grau I (12-15 mmHg), grau II (16-20 mmHg), grau III (21-25 mmHg) e grau IV (>25 mmHg). O paciente descrito apresenta PIA de 25 mmHg, o que o classifica em grau III, podendo já estar entrando no grau IV. O sintoma abdominal tenso e sinais de disfunção orgânica (oligúria, acidose, necessidade de drogas vasoativas) indicam evolução para síndrome compartimental abdominal.
Um parâmetro importante é a pressão de perfusão abdominal (PPA), que se calcula pela diferença entre a pressão arterial média (PAM) e a pressão intra-abdominal (PPA = PAM - PIA). No caso, a PAM é 60 mmHg e a PIA 25 mmHg, resultando em PPA = 35 mmHg. Valores abaixo de 60 mmHg indicam perfusão comprometida, o que confirma a gravidade e a necessidade de intervenção.
Quanto à conduta, na síndrome compartimental abdominal com sinais de falência orgânica refratária, a descompressão cirúrgica abdominal é indicada para reduzir a pressão intra-abdominal e restaurar a perfusão.
Analisando as alternativas:
- (a) incorreta, pois a hipertensão intra-abdominal não é grau II e a pressão de perfusão não é 38 mmHg. Observação não é suficiente.
- (b) correta, pois caracteriza adequadamente HIA grau III, PPA 35 mmHg, e indica a descompressão cirúrgica diante da falência orgânica.
- (c) incorreta, pois priorizar o aumento da pressão positiva expiratória final (PEEP) agravaria a perfusão, além dos valores estarem incorretos.
- (d) incorreta, pois tratamento cirúrgico não é contraindicado e a PPA não é 24 mmHg.
- (e) incorreta, pois o paciente não apresenta grau IV claramente e a conduta não deve ser só monitoramento.
Portanto, a alternativa correta é a letra b.
A classificação da hipertensão intra-abdominal utiliza graus conforme as medidas em mmHg: grau I (12-15 mmHg), grau II (16-20 mmHg), grau III (21-25 mmHg) e grau IV (>25 mmHg). O paciente descrito apresenta PIA de 25 mmHg, o que o classifica em grau III, podendo já estar entrando no grau IV. O sintoma abdominal tenso e sinais de disfunção orgânica (oligúria, acidose, necessidade de drogas vasoativas) indicam evolução para síndrome compartimental abdominal.
Um parâmetro importante é a pressão de perfusão abdominal (PPA), que se calcula pela diferença entre a pressão arterial média (PAM) e a pressão intra-abdominal (PPA = PAM - PIA). No caso, a PAM é 60 mmHg e a PIA 25 mmHg, resultando em PPA = 35 mmHg. Valores abaixo de 60 mmHg indicam perfusão comprometida, o que confirma a gravidade e a necessidade de intervenção.
Quanto à conduta, na síndrome compartimental abdominal com sinais de falência orgânica refratária, a descompressão cirúrgica abdominal é indicada para reduzir a pressão intra-abdominal e restaurar a perfusão.
Analisando as alternativas:
- (a) incorreta, pois a hipertensão intra-abdominal não é grau II e a pressão de perfusão não é 38 mmHg. Observação não é suficiente.
- (b) correta, pois caracteriza adequadamente HIA grau III, PPA 35 mmHg, e indica a descompressão cirúrgica diante da falência orgânica.
- (c) incorreta, pois priorizar o aumento da pressão positiva expiratória final (PEEP) agravaria a perfusão, além dos valores estarem incorretos.
- (d) incorreta, pois tratamento cirúrgico não é contraindicado e a PPA não é 24 mmHg.
- (e) incorreta, pois o paciente não apresenta grau IV claramente e a conduta não deve ser só monitoramento.
Portanto, a alternativa correta é a letra b.