Mulher, 66 anos, bom estado geral, ECOG 1, KPS 100, queixou-se de sangramento...

Mulher, 66 anos, bom estado geral, ECOG 1, KPS 100, queixou-se de sangramento retal. Foi realizada colonoscopia e biópsia, sendo diagnosticado adenocarcinoma do reto, distando 4,8 cm da margem anal...


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Mulher, 66 anos, bom estado geral, ECOG 1, KPS 100, queixou-se de sangramento retal. Foi realizada colonoscopia e biópsia, sendo diagnosticado adenocarcinoma do reto, distando 4,8 cm da margem anal e com 2,5 cm de extensão. Realizado estadiamento com tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, além de ressonância nuclear magnética de pelve, detectando-se um tumor com invasão local até gordura mesorretal (T3), e presença de linfonodo suspeito no mesorreto (N1); ausência de envolvimento da fáscia mesorretal (CRM), invasão vascular extramural (EMVI) ou linfonodos laterais. Sem evidência de metástase à distância.
O melhor tratamento a ser proposto para esta paciente deverá ser
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    09/10/2026 • 03:02
    Neste caso, estamos diante de um adenocarcinoma de reto localizado, com estadiamento T3N1, ou seja, tumor que invade a gordura mesorretal (T3) e com um linfonodo regional suspeito (N1). Não há metástases à distância (M0). Esse perfil de tumor é classificado como estágio III. O manejo padrão para tumores de reto localmente avançados (T3 ou N+) geralmente envolve tratamento multimodal para melhorar a sobrevida e reduzir a chance de recidiva.

    A estratégia recomendada em diretrizes nacionais e internacionais para câncer de reto T3N1 é a realização de uma terapia neoadjuvante (que pode incluir quimiorradioterapia), seguida de cirurgia com excisão total do mesorreto (TME - total mesorectal excision) após um intervalo de 6 a 12 semanas. Essa abordagem visa diminuir o tamanho do tumor, facilitar a cirurgia, aumentar a preservação esfincteriana e reduzir as chances de recidiva local.

    A opção a) apenas propõe cirurgia e quimioterapia adjuvante sem terapia prévia, o que tem menor eficácia. A opção b) sugere cirurgia radical (Miles) sem adjuvância, o que não é indicado pois trata-se de tumor com acometimento linfonodal e T3, logo há benefício do tratamento neoadjuvante. A opção d) propõe radioterapia e quimioterapia exclusivamente, sem cirurgia, o que não é o protocolo padrão para este estágio. A opção e) indica cirurgia de Hartmann e reconstrução posterior sem adjuvância, também não condizente com o padrão.

    Portanto, a conduta mais adequada é a opção c), com tratamento neoadjuvante total (quimiorradioterapia) seguida de cirurgia com excisão total do mesorreto após 6 a 12 semanas.
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