Matheus Fernandes
EQUIPE
09/10/2026 • 03:02
Essa questão aborda o manejo da litíase renal, mais especificamente um cálculo em cálice inferior, considerando características anatômicas e parâmetros tomográficos, e pede para identificar o tratamento inicial mais adequado segundo as orientações da European Association of Urology (EAU).
O cálculo tem 7 mm, densidade de 400 UH, distância pele-cálculo de 8 cm, infundíbulo curto (1 cm) e ângulo de 95º, tudo isso em um cálice inferior esquerdo. Esses dados são importantes, pois a eficácia de alguns tratamentos varia conforme tamanho, localização e anatomia do sistema coletor renal.
A litotripsia extracorpórea (LECO) é indicada para cálculos menores que 1 cm em localização acessível, mas cálculos no cálice inferior têm menor chance de fragmentos serem eliminados devido à anatomia, a não ser que as condições do infundíbulo e ângulo sejam favoráveis. Apesar disso, infundíbulo curto e ângulo maior que 90 graus facilitam sucesso da LECO. A distância pele-cálculo de até 8 cm também é favorável para LECO. A densidade de 400 UH indica que o cálculo é fragmentável.
A ureterorrenoscopia flexível com litotripsia a laser (RIRS) é mais invasiva, mas muito eficaz, principalmente em cálculos maiores ou com características menos favoráveis para LECO.
A nefrolitotomia percutânea (PCNL) é mais invasiva, indicada para cálculos maiores ou em casos em que outras técnicas falharam.
Passagem de cateter duplo J é uma medida assistencial, não uma terapia para fragmentar o cálculo, podendo ser usada em situações específicas, mas não como tratamento primário para esse quadro.
Portanto, segundo a European Association of Urology, para cálculos até 10 mm em cálice inferior com infundíbulo curto e ângulo favorável (>70º), sem outras complicações, a litotripsia extracorpórea é a primeira escolha devido a menor invasividade e bom índice de sucesso.
Gabarito: a) Litotripsia Extracorpórea.
O cálculo tem 7 mm, densidade de 400 UH, distância pele-cálculo de 8 cm, infundíbulo curto (1 cm) e ângulo de 95º, tudo isso em um cálice inferior esquerdo. Esses dados são importantes, pois a eficácia de alguns tratamentos varia conforme tamanho, localização e anatomia do sistema coletor renal.
A litotripsia extracorpórea (LECO) é indicada para cálculos menores que 1 cm em localização acessível, mas cálculos no cálice inferior têm menor chance de fragmentos serem eliminados devido à anatomia, a não ser que as condições do infundíbulo e ângulo sejam favoráveis. Apesar disso, infundíbulo curto e ângulo maior que 90 graus facilitam sucesso da LECO. A distância pele-cálculo de até 8 cm também é favorável para LECO. A densidade de 400 UH indica que o cálculo é fragmentável.
A ureterorrenoscopia flexível com litotripsia a laser (RIRS) é mais invasiva, mas muito eficaz, principalmente em cálculos maiores ou com características menos favoráveis para LECO.
A nefrolitotomia percutânea (PCNL) é mais invasiva, indicada para cálculos maiores ou em casos em que outras técnicas falharam.
Passagem de cateter duplo J é uma medida assistencial, não uma terapia para fragmentar o cálculo, podendo ser usada em situações específicas, mas não como tratamento primário para esse quadro.
Portanto, segundo a European Association of Urology, para cálculos até 10 mm em cálice inferior com infundíbulo curto e ângulo favorável (>70º), sem outras complicações, a litotripsia extracorpórea é a primeira escolha devido a menor invasividade e bom índice de sucesso.
Gabarito: a) Litotripsia Extracorpórea.