Mulher de 64 anos é submetida à excisão cirúrgica de um carcinoma basocelular...

Mulher de 64 anos é submetida à excisão cirúrgica de um carcinoma basocelular ulcerado, gerando um defeito, com 2,5 cm x 3,0 cm, abrangendo toda a espessura do dorso nasal. Devido ao grau de infilt...


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Mulher de 64 anos é submetida à excisão cirúrgica de um carcinoma basocelular ulcerado, gerando um defeito, com 2,5 cm x 3,0 cm, abrangendo toda a espessura do dorso nasal. Devido ao grau de infiltração da lesão neoplásica, foi necessário ressecar o periósteo do osso nasal que, por sua vez, ficou exposto.
Qual o método de escolha recomendado para a reconstrução do defeito nesse caso clínico?
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    09/10/2026 • 03:02
    Essa questão aborda um tema bastante relevante na cirurgia oncológica e reconstrutiva: a escolha do melhor método para cobertura de defeitos cirúrgicos no nariz após a ressecção de tumores como o carcinoma basocelular. A cirurgia gerou um defeito grande, envolvendo toda a espessura do dorso nasal e, mais especificamente, deixou o osso nasal exposto sem periósteo, ou seja, sem a camada responsável pela nutrição óssea e cicatrização adequada.

    Quando o osso fica exposto sem periósteo, a cicatrização por segunda intenção (onde a ferida fica aberta para cicatrização natural) é desaconselhada, pois não há uma boa vascularização para favorecer essa cicatrização. O mesmo vale para o uso de curativos simples com pomadas, que dificilmente proporcionam uma recuperação adequada para o osso exposto.

    Enxertos de pele, seja de espessura parcial ou total, precisam de um leito bem vascularizado para se integrar. O osso nasal sem periósteo não fornece essa base vascular necessária para o enxerto sobreviver e ser incorporado. Por isso, enxertos, em geral, não são a primeira escolha para o defeito descrito.

    Assim, o método preferido para cobertura em casos com osso exposto sem periósteo é o uso de retalhos cutâneos, tanto locais (retalhos próximos ao nariz) quanto à distância (como retalhos da região da testa). Esses retalhos trazem seu próprio suprimento sanguíneo, permitindo a cobertura adequada e a cicatrização efetiva do defeito, protegendo o osso e garantindo melhor resultado cosmético e funcional.

    Portanto, a alternativa correta é a letra c) Retalho cutâneo local ou à distância, por constituir o método de escolha na presença de osso nasal exposto sem periósteo.
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