Marcos de Castro
EQUIPE
09/10/2026 • 02:01
Essa questão aborda um tema muito importante na área de cirurgia e cuidados pós-operatórios: o manejo das complicações infecciosas após cirurgia colorretal, especialmente quando há suspeita de fístula ou vazamento anastomótico. Aqui, um paciente idoso, com fatores de risco importantes, foi submetido a cirurgia para câncer colorretal e apresenta sinais sugestivos de infecção local profunda, como febre, taquicardia, dor, e elevação da proteína C-reativa, além de uma imagem de coleção com gás e extravasamento de contraste próxima à anastomose.
O contexto sugere uma complicação grave chamada de vazamento anastomótico, frequente em cirurgias colorretais e associada a risco elevado de morbimortalidade. O tratamento básico dessas complicações depende do quadro clínico do paciente. Se o paciente estiver hemodinamicamente estável, sem peritonite difusa, é possível tentar medidas conservadoras inicialmente: antibioticoterapia ampla para controlar a infecção e drenagem da coleção, que pode ser feita por via percutânea guiada por imagem.
A drenagem percutânea associada à antibioticoterapia é o padrão para coleções bem delimitadas e abscessos sem sinais de instabilidade sistêmica grave, como choque ou peritonite generalizada. Procedimentos agressivos, como cirurgia exploradora ampla com desmontagem da anastomose, são indicados em caso de instabilidade, peritonite ou falha da abordagem conservadora. Colonoscopia não é o exame ideal para fechar defeitos anastomóticos em situação aguda como essa, e a antibioticoterapia isolada, sem drenar a coleção, não seria suficiente. Também não se faz drenagem sem antibioticoterapia, pois a infecção sistêmica precisa ser combatida adequadamente.
Portanto, a conduta mais adequada para esse paciente hemodinamicamente estável, sem peritonite difusa, mas com coleção pélvica abscedada e evidência de vazamento, é iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e realizar drenagem percutânea da coleção, acompanhando a evolução clínica.
Gabarito: alternativa a.
O contexto sugere uma complicação grave chamada de vazamento anastomótico, frequente em cirurgias colorretais e associada a risco elevado de morbimortalidade. O tratamento básico dessas complicações depende do quadro clínico do paciente. Se o paciente estiver hemodinamicamente estável, sem peritonite difusa, é possível tentar medidas conservadoras inicialmente: antibioticoterapia ampla para controlar a infecção e drenagem da coleção, que pode ser feita por via percutânea guiada por imagem.
A drenagem percutânea associada à antibioticoterapia é o padrão para coleções bem delimitadas e abscessos sem sinais de instabilidade sistêmica grave, como choque ou peritonite generalizada. Procedimentos agressivos, como cirurgia exploradora ampla com desmontagem da anastomose, são indicados em caso de instabilidade, peritonite ou falha da abordagem conservadora. Colonoscopia não é o exame ideal para fechar defeitos anastomóticos em situação aguda como essa, e a antibioticoterapia isolada, sem drenar a coleção, não seria suficiente. Também não se faz drenagem sem antibioticoterapia, pois a infecção sistêmica precisa ser combatida adequadamente.
Portanto, a conduta mais adequada para esse paciente hemodinamicamente estável, sem peritonite difusa, mas com coleção pélvica abscedada e evidência de vazamento, é iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e realizar drenagem percutânea da coleção, acompanhando a evolução clínica.
Gabarito: alternativa a.