Mulher de 50 anos, IMC 32 kg/m2 , hipertensa crônica controlada, v...

Mulher de 50 anos, IMC 32 kg/m2 , hipertensa crônica controlada, vem ao consultório ginecológico com queixa de irritabilidade, falha de memória, suores norturnos, esquecimento, além de s...


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Mulher de 50 anos, IMC 32 kg/m2 , hipertensa crônica controlada, vem ao consultório ginecológico com queixa de irritabilidade, falha de memória, suores norturnos, esquecimento, além de sangramento irregular nos últimos 6 meses. Submetida a MMG: BI-RADS 2 e ultrassom transvaginal: EE 4 mm, homogêneo. FSH 80 mUI/mL. Paciente nega cirurgias anteriores. Sem história de amenorreia.
De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta o tratamento mais adequado.
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    09/10/2026 • 02:01
    Vamos analisar o caso clínico apresentado: uma mulher de 50 anos com sintomas típicos da perimenopausa ou menopausa como irritabilidade, falhas de memória, suores noturnos, além de sangramento irregular. Esses sintomas indicam alterações hormonais relacionadas à transição menopausal. O exame mostra níveis elevados de FSH (80 mUI/mL), o que confirma menopausa biológica. O IMC está aumentado (32 kg/m2, obesidade). A ultrassonografia aponta espessura endometrial de 4 mm, o que é considerado dentro do esperado para mulheres pós-menopáusicas, pois o valor de corte para preocupação com hiperplasia ou câncer costuma ser >5 mm em mulheres assintomáticas e maior em mulheres com sangramento.

    O tratamento para sintomas vasomotores da menopausa (como suores noturnos e irritabilidade) muitas vezes envolve terapia hormonal (TH), mas esta deve ser cuidadosamente indicada, principalmente em mulheres obesas e com risco aumentado para trombose e câncer de endométrio. A paciente apresenta sangramento irregular, ainda que a espessura do endométrio esteja adequada.

    Nessa situação, a terapia hormonal deve conter estrogênio associado a progesterona para proteger o endométrio contra hiperplasia causada pelo estrogênio isolado. Além disso, a via transdérmica do estrogênio é preferível na obesidade para reduzir risco trombótico em relação à via oral.

    Portanto, a melhor opção, segundo as alternativas, é o uso de estrogênio transdérmico associado a progesterona oral (opção c).

    A alternativa (a) propõe ambos por via oral, o que tem maior risco trombótico. (b) Estrogênio isolado transdérmico não é indicado para mulheres com útero presente devido ao risco de hiperplasia. (d) DIU de levonorgestrel mais estrogênio oral é uma opção, mas o DIU não é primeira linha para manejo de sangramentos irregulares pós-menopausa. (e) Progesterona isolada não trata os sintomas vasomotores. Portanto, o tratamento mais adequado é estrogênio transdérmico combinado com progesterona oral.

    Gabarito: c
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