Com relação ao caso clínico, assinale a alternativa que apresenta os exames c...

Com relação ao caso clínico, assinale a alternativa que apresenta os exames complementares mais indicados, inicialmente.


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Mulher de 29 anos, nuligesta, deu entrada ao pronto­ -socorro ginecológico com queixa de dor abdominal de início súbito, além de corrimento vaginal de odor fétido e mínimo sangramento vaginal. Refere calafrios e pico febril de 39 graus Celsius. Nega comorbidades. Refere uso de desogestrel via oral de forma regular como método anticoncepcional. Relação sexual ativa, parceiro fixo. Ao exame físico: FC: 105 bpm, PA: 100 x 60 mmHg, TAX: 39 graus Celsius. Exame especular: secreção vaginal amarelada, de odor fétido. Colo uterino friável. Toque vaginal bimanual: dor à mobilização de colo uterino. Além de dor à palpação de fundo uterino. Fundo uterino intrapélvico, anexos não palpáveis. Abdome: dor à descompressão brusca: negativa.
Com relação ao caso clínico, assinale a alternativa que apresenta os exames complementares mais indicados, inicialmente.
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    09/10/2026 • 02:01
    Neste caso clínico, temos uma paciente jovem com quadro de dor abdominal súbita, febre alta, secreção vaginal fétida e dor à mobilização do colo uterino, o que sugere uma infecção genital baixa com possível envolvimento pélvico, como uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

    É importante fazer uma investigação para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da infecção. Os exames laboratoriais que ajudam a identificar processo inflamatório e infecção são o leucograma (para avaliar leucocitose, sinal de infecção) e a PCR (proteína C reativa), que é um marcador de inflamação.

    Além disso, é fundamental excluir uma gravidez, especialmente gravidez ectópica, que pode ter sintomas semelhantes e risco obstétrico grave. Por isso, deve ser solicitado o beta-HCG para essa finalidade.

    O ultrassom transvaginal é o exame de imagem inicial mais apropriado para avaliar órgãos pélvicos, permitindo visualizar estrutura uterina, anexos e possíveis complicações como abscesso tubo-ovariano, sendo mais prático e disponível do que a tomografia ou ressonância magnética no início do atendimento.

    Portanto, entre as opções, a que contempla ultrassom transvaginal, leucograma, PCR e beta-HCG é a mais adequada para a investigação inicial do caso.

    Gabarito: a
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