Com relação ao caso clínico, e frente às informações dadas pelo enunciado, as...

Com relação ao caso clínico, e frente às informações dadas pelo enunciado, assinale a alternativa que apresenta o tratamento inicial mais adequado.


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Mulher de 29 anos, nuligesta, deu entrada ao pronto­ -socorro ginecológico com queixa de dor abdominal de início súbito, além de corrimento vaginal de odor fétido e mínimo sangramento vaginal. Refere calafrios e pico febril de 39 graus Celsius. Nega comorbidades. Refere uso de desogestrel via oral de forma regular como método anticoncepcional. Relação sexual ativa, parceiro fixo. Ao exame físico: FC: 105 bpm, PA: 100 x 60 mmHg, TAX: 39 graus Celsius. Exame especular: secreção vaginal amarelada, de odor fétido. Colo uterino friável. Toque vaginal bimanual: dor à mobilização de colo uterino. Além de dor à palpação de fundo uterino. Fundo uterino intrapélvico, anexos não palpáveis. Abdome: dor à descompressão brusca: negativa.
Com relação ao caso clínico, e frente às informações dadas pelo enunciado, assinale a alternativa que apresenta o tratamento inicial mais adequado.
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    09/10/2026 • 02:01
    O caso clínico descrito apresenta uma mulher jovem com sinais claros de infecção pélvica aguda: dor abdominal súbita, febre alta, taquicardia, corrimento vaginal purulento e de odor fétido, além de dor à mobilização do colo uterino e dor uterina à palpação, o que caracteriza uma quadro sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). A DIP é uma infecção dos órgãos genitais superiores, geralmente causada por agentes como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, e pode se complicar rapidamente, levando à formação de abscessos e risco de infertilidade.

    Diante da gravidade do quadro - febre alta, taquicardia e dor intensa - o tratamento inicial recomendado é hospitalização para administração de antibióticos parenterais (via endovenosa). Isso porque a infecção está ativa e pode evoluir para complicações graves, portanto, o uso de antibióticos orais isoladamente, somente após avaliação do quadro, é insuficiente. O regime clássico para casos graves de DIP inclui a combinação de clindamicina e gentamicina por via endovenosa, que cobre bem os agentes anaeróbios e aeróbios envolvidos.

    As alternativas a) e b) são procedimentos cirúrgicos e não indicados como primeira medida, a menos que haja suspeita de complicações como abscesso com indicação cirúrgica. A alternativa d) indica tratamento oral, adequado para casos leves a moderados, mas não para casos graves com febre alta e sinais sistêmicos; e a alternativa e) é um esquema de tratamento para infecções sexualmente transmissíveis leves (como cervicite), não para DIP aguda grave.

    Portanto, a alternativa correta é a c), que corresponde à internação e início de tratamento endovenoso com clindamicina e gentamicina.
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