Matheus Fernandes
EQUIPE
08/10/2026 • 23:02
Vamos analisar o caso. A paciente tem 29 anos, está no terceiro trimestre (37 semanas), com parto prévio, e apresenta rotura prematura das membranas com drenagem de líquido claro e atividade uterina iniciando o trabalho de parto. Ela é HIV positivo, usa terapia antirretroviral e tem uma carga viral de 1.500 cópias/mL, além de CD4 baixo (100 células/mm3), o que a coloca em situação de imunossupressão.
No manejo obstétrico para gestantes HIV positivas, a profilaxia para a transmissão vertical do vírus envolve o uso de zidovudina (AZT) intravenoso durante o trabalho de parto, principalmente para aquelas com carga viral detectável acima de 1.000 cópias/mL. Isso porque a infusão endovenosa de AZT diminui o risco de transmissão do HIV para o recém-nascido. Se a carga viral é menor que 1.000 cópias, pode-se trabalhar apenas com a TARV oral e cuidados habituais.
No caso, a carga viral da paciente é 1.500 cópias/mL, acima do limiar considerado para indicar AZT endovenoso. Então, essa medida está indicada. Quanto às alternativas:
a) Incorreta, o uso combinado de TARV não contraindica o AZT intravenoso; na verdade é parte do protocolo.
b) Errado, a infusão de AZT endovenoso não depende da duração da rotura das membranas para ser indicada.
c) Incorreta, a profilaxia endovenosa é indicada para cargas virais acima de 1.000 cópias, não 5.000.
d) Correta, porque a carga viral está acima de 1.000 cópias e, portanto, o uso de AZT endovenoso está indicado.
e) Errada, a indicação não depende de falha no primeiro trimestre, mas da carga viral atual.
Assim, a resposta correta é a letra d.
No manejo obstétrico para gestantes HIV positivas, a profilaxia para a transmissão vertical do vírus envolve o uso de zidovudina (AZT) intravenoso durante o trabalho de parto, principalmente para aquelas com carga viral detectável acima de 1.000 cópias/mL. Isso porque a infusão endovenosa de AZT diminui o risco de transmissão do HIV para o recém-nascido. Se a carga viral é menor que 1.000 cópias, pode-se trabalhar apenas com a TARV oral e cuidados habituais.
No caso, a carga viral da paciente é 1.500 cópias/mL, acima do limiar considerado para indicar AZT endovenoso. Então, essa medida está indicada. Quanto às alternativas:
a) Incorreta, o uso combinado de TARV não contraindica o AZT intravenoso; na verdade é parte do protocolo.
b) Errado, a infusão de AZT endovenoso não depende da duração da rotura das membranas para ser indicada.
c) Incorreta, a profilaxia endovenosa é indicada para cargas virais acima de 1.000 cópias, não 5.000.
d) Correta, porque a carga viral está acima de 1.000 cópias e, portanto, o uso de AZT endovenoso está indicado.
e) Errada, a indicação não depende de falha no primeiro trimestre, mas da carga viral atual.
Assim, a resposta correta é a letra d.