David Castilho
EQUIPE
08/10/2026 • 23:02
Vamos analisar esta questão que envolve uma mulher na pós-menopausa apresentando sangramento vaginal. Sangramento vaginal em mulheres pós-menopáusicas sempre merece atenção especial, pois pode indicar desde causas benignas até malignas, como o câncer endometrial. Por isso, a avaliação cuidadosa é essencial.
O caso apresenta uma paciente com 58 anos, menopausa há 5 anos, e IMC de 32, ou seja, ela está obesidade grau I. A obesidade é um fator de risco importante para hiperplasia e câncer do endométrio, devido ao aumento da conversão periférica de estrogênios em tecido adiposo. Ela está com sangramento intermitente em pequena quantidade há 2 meses e o ultrassom transvaginal mostra espessura endometrial de 6 mm.
O valor de espessura endometrial é crucial para a conduta. Em geral, considera-se normal até 4-5 mm em mulheres pós-menopáusicas assintomáticas. Valores acima de 4-5 mm em mulheres com sangramento pós-menopausa aumentam a suspeita de hiperplasia ou câncer endometrial, portanto devem ser investigados.
Analisando as alternativas: ácido tranexâmico é usado para sangramentos menstruais pesados, não especificado para sangramento pós-menopausa; repetir ultrassom após o sangramento pode atrasar diagnóstico; uso de dispositivo intrauterino com progesterona pode reduzir o sangramento, mas não é indicado inicialmente para investigação de sangramento pós-menopausa com espessura aumentada; a progesterona oral pode ser usada para tratar hiperplasia, porém deve-se confirmar diagnóstico primeiro; a histeroscopia é o padrão ouro para visualização direta e biópsia do endométrio em mulheres com sangramento pós-menopausa e espessura endometrial acima do limite suspenso.
Portanto, a conduta correta neste caso é realizar histeroscopia para melhor avaliação da cavidade uterina e coleta de material para biópsia, a fim de excluir patologia maligna.
Gabarito: e
O caso apresenta uma paciente com 58 anos, menopausa há 5 anos, e IMC de 32, ou seja, ela está obesidade grau I. A obesidade é um fator de risco importante para hiperplasia e câncer do endométrio, devido ao aumento da conversão periférica de estrogênios em tecido adiposo. Ela está com sangramento intermitente em pequena quantidade há 2 meses e o ultrassom transvaginal mostra espessura endometrial de 6 mm.
O valor de espessura endometrial é crucial para a conduta. Em geral, considera-se normal até 4-5 mm em mulheres pós-menopáusicas assintomáticas. Valores acima de 4-5 mm em mulheres com sangramento pós-menopausa aumentam a suspeita de hiperplasia ou câncer endometrial, portanto devem ser investigados.
Analisando as alternativas: ácido tranexâmico é usado para sangramentos menstruais pesados, não especificado para sangramento pós-menopausa; repetir ultrassom após o sangramento pode atrasar diagnóstico; uso de dispositivo intrauterino com progesterona pode reduzir o sangramento, mas não é indicado inicialmente para investigação de sangramento pós-menopausa com espessura aumentada; a progesterona oral pode ser usada para tratar hiperplasia, porém deve-se confirmar diagnóstico primeiro; a histeroscopia é o padrão ouro para visualização direta e biópsia do endométrio em mulheres com sangramento pós-menopausa e espessura endometrial acima do limite suspenso.
Portanto, a conduta correta neste caso é realizar histeroscopia para melhor avaliação da cavidade uterina e coleta de material para biópsia, a fim de excluir patologia maligna.
Gabarito: e