Marcos de Castro
EQUIPE
08/10/2026 • 22:01
Vamos entender o quadro clínico e os achados laboratoriais para interpretar essa questão. A criança tem sintomas clássicos de meningite, como febre alta, irritabilidade, rigidez de nuca e fontanela abaulada, indicando aumento da pressão intracraniana. A punção lombar revelou um líquido cefalorraquidiano (LCR) turvo, com elevado número de leucócitos predominantemente polimorfonucleares (85%), alta proteína, baixa glicose (relação LCR/soro de 0,25) e diplococos Gram-negativos na bacterioscopia.
Esses dados são típicos de meningite bacteriana. O predomínio de polimorfonucleares e a redução da glicose no LCR (hipoglicorraquia) são marcas clássicas desse quadro. A presença de diplococos Gram-negativos sugere especificamente Neisseria meningitidis, que é um diplococo Gram-negativo, enquanto Haemophilus influenzae é bacilo pequeno Gram-negativo, não diplococo.
As opções b) e d) falham porque meningites virais geralmente apresentam pleocitose com predomínio de linfócitos e glicose normal; turvação e polimorfonucleares são menos comuns nesse contexto, e a glicose do LCR não costuma estar baixa em meningites virais. A opção e) que sugere meningite tuberculosa também não bate, pois a tuberculose cursa com predomínio linfocitário, glicose baixa, mas pouca alteração aguda como turvação intensa e polimorfonucleares, além de o bacilo ser ácido-resistente, não diplococo Gram-negativo.
Portanto, a alternativa correta é a a), que reconhece sinais claros de meningite bacteriana e identifica o agente provável, Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo, que é o diplococo Gram-negativo clássico causador deste quadro.
Esses dados são típicos de meningite bacteriana. O predomínio de polimorfonucleares e a redução da glicose no LCR (hipoglicorraquia) são marcas clássicas desse quadro. A presença de diplococos Gram-negativos sugere especificamente Neisseria meningitidis, que é um diplococo Gram-negativo, enquanto Haemophilus influenzae é bacilo pequeno Gram-negativo, não diplococo.
As opções b) e d) falham porque meningites virais geralmente apresentam pleocitose com predomínio de linfócitos e glicose normal; turvação e polimorfonucleares são menos comuns nesse contexto, e a glicose do LCR não costuma estar baixa em meningites virais. A opção e) que sugere meningite tuberculosa também não bate, pois a tuberculose cursa com predomínio linfocitário, glicose baixa, mas pouca alteração aguda como turvação intensa e polimorfonucleares, além de o bacilo ser ácido-resistente, não diplococo Gram-negativo.
Portanto, a alternativa correta é a a), que reconhece sinais claros de meningite bacteriana e identifica o agente provável, Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo, que é o diplococo Gram-negativo clássico causador deste quadro.