Paciente I.J.L., 67 anos, foi admitido na unidade de terapia intensiva com pn...

Paciente I.J.L., 67 anos, foi admitido na unidade de terapia intensiva com pneumonia grave adquirida na comunidade, evoluindo com insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecâni...


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Paciente I.J.L., 67 anos, foi admitido na unidade de terapia intensiva com pneumonia grave adquirida na comunidade, evoluindo com insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica invasiva. Na ausência de fatores de risco para Pseudomonas aeruginosa e MRSA, assinale a alternativa que apresenta o tratamento antibiótico empírico mais adequado, de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2018).
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    08/10/2026 • 14:02
    Quando falamos sobre pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em pacientes graves que necessitam de ventilação mecânica, a escolha do antibiótico empírico precisa ser cuidadosamente feita para cobrir os agentes mais comuns, sem exagero que possa levar a resistência bacteriana. A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia sugere que, na ausência de fatores de risco para patógenos mais resistentes como Pseudomonas aeruginosa e MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), o tratamento inicial deve buscar cobrir Streptococcus pneumoniae e bactérias atípicas.

    O uso isolado da ceftriaxona (opção a) cobre principalmente as bactérias típicas, mas não as atípicas. Já o levofloxacino em monoterapia (opção b) é uma fluoroquinolona com cobertura tanto para típicos quanto atípicos, sendo uma opção viável, porém, não é o esquema mais recomendado pela diretriz brasileira nesse contexto.

    A associação de ceftriaxona com azitromicina (opção c) é recomendada, porque a ceftriaxona cobre os agentes típicos e a azitromicina cobre bactérias atípicas, como Legionella e Mycoplasma, que são importantes em pneumonia grave. Essa combinação é o padrão-ouro segundo a diretriz para pacientes em UTI sem fatores de risco para multirresistência.

    O levofloxacino associado à doxiciclina (opção d) não é um esquema habitual para PAC grave, além de aumentar o risco de reações adversas e não trazer benefício comprovado nessa associação.

    Já a associação de ceftriaxona com vancomicina (opção e) seria indicada somente se houver suspeita ou risco para MRSA, o que não é o caso descrito na questão.

    Portanto, a alternativa correta, de acordo com a recomendação da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2018), é a opção c: ceftriaxona associada à azitromicina.
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