David Castilho
EQUIPE
08/10/2026 • 13:01
Vamos falar sobre interações medicamentosas, que são situações em que um remédio interfere na ação de outro, podendo aumentar riscos ou reduzir a eficácia do tratamento. Em pacientes críticos, isso é ainda mais delicado, pois qualquer mudança pode levar a eventos adversos graves.
Na alternativa a), a fentanila e o midazolam são usados juntos frequentemente para analgesia e sedação, e ambos atuam no sistema nervoso central, mas não competem diretamente por receptores, portanto a explicação está incorreta.
Na alternativa b), a associação entre sinvastatina e amiodarona é uma interação muito conhecida. A amiodarona pode aumentar os níveis de sinvastatina ao reduzir seu metabolismo, o que potencializa o risco de efeitos adversos como miopatia e rabdomiólise, ou seja, lesão muscular grave.
Na alternativa c), vancomicina e furosemida podem sim aumentar o risco de lesão renal, pois ambos têm potencial nefrotóxico, mas o mecanismo é mais relacionado à toxicidade direta dos fármacos do que à depleção volêmica, que não é o principal motivo da interação.
Na alternativa d), omeprazol não é conhecido por inibir a agregação plaquetária nem por aumentar risco de sangramento em associação com enoxaparina de forma relevante; o principal mecanismo de risco hemorrágico é diferente.
Por fim, na alternativa e), varfarina e metronidazol podem interagir, mas o metronidazol inibe as enzimas que metabolizam a varfarina, aumentando seu efeito anticoagulante e risco de sangramento, não trombótico por indução enzimática como está descrito.
Portanto, a alternativa b) é a correta pois apresenta uma interação bem estabelecida e seu risco principal que é o aumento do risco de miopatia e rabdomiólise provocado pela combinação de sinvastatina e amiodarona.
Na alternativa a), a fentanila e o midazolam são usados juntos frequentemente para analgesia e sedação, e ambos atuam no sistema nervoso central, mas não competem diretamente por receptores, portanto a explicação está incorreta.
Na alternativa b), a associação entre sinvastatina e amiodarona é uma interação muito conhecida. A amiodarona pode aumentar os níveis de sinvastatina ao reduzir seu metabolismo, o que potencializa o risco de efeitos adversos como miopatia e rabdomiólise, ou seja, lesão muscular grave.
Na alternativa c), vancomicina e furosemida podem sim aumentar o risco de lesão renal, pois ambos têm potencial nefrotóxico, mas o mecanismo é mais relacionado à toxicidade direta dos fármacos do que à depleção volêmica, que não é o principal motivo da interação.
Na alternativa d), omeprazol não é conhecido por inibir a agregação plaquetária nem por aumentar risco de sangramento em associação com enoxaparina de forma relevante; o principal mecanismo de risco hemorrágico é diferente.
Por fim, na alternativa e), varfarina e metronidazol podem interagir, mas o metronidazol inibe as enzimas que metabolizam a varfarina, aumentando seu efeito anticoagulante e risco de sangramento, não trombótico por indução enzimática como está descrito.
Portanto, a alternativa b) é a correta pois apresenta uma interação bem estabelecida e seu risco principal que é o aumento do risco de miopatia e rabdomiólise provocado pela combinação de sinvastatina e amiodarona.