Matheus Fernandes
EQUIPE
08/10/2026 • 08:02
Vamos falar um pouco sobre ventilação mecânica invasiva, que é uma ferramenta essencial para pacientes com insuficiência respiratória. O ajuste inicial do ventilador é crucial para evitar complicações como a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI). Um dos pontos mais importantes é o volume corrente (VC), que deve ser calculado com base no peso corporal predito (normalmente o peso ideal ou predito, e não o peso real do paciente). Isso porque o excesso de volume pode causar hiperinsuflação e lesão nos pulmões.
A alternativa (a) está incorreta porque usar o peso real pode superestimar o volume necessário, principalmente em pacientes obesos, aumentando o risco de lesão pulmonar.
A alternativa (b) é correta. Em pacientes sem SDRA, de maneira geral, recomenda-se um volume corrente entre 6 a 8 mL/kg do peso corporal predito, para proteger o pulmão e evitar tanto a hipoventilação quanto a hiperinsuflação.
A alternativa (c) está errada, pois em pacientes com SDRA recomenda-se volumes ainda menores, em torno de 6 mL/kg para reduzir trauma pulmonar, e não 10 a 12 mL/kg, que podem agravar as lesões.
A alternativa (d) é incorreta porque almejar uma saturação de oxigênio de 100% na ventilação mecânica inicial pode levar a uso excessivo de oxigênio e PEEP elevados, que podem ser prejudiciais. O objetivo geralmente é manter saturações adequadas (geralmente entre 88% a 95%), evitando níveis muito altos que não trazem benefício.
A alternativa (e) também está errada, porque tanto o modo volume controlado (VCV) quanto o modo pressão controlada (PCV) podem ser usados de maneira segura, desde que ajustados corretamente e com base em parâmetros fisiológicos do paciente.
Portanto, a alternativa correta é a letra (b).
A alternativa (a) está incorreta porque usar o peso real pode superestimar o volume necessário, principalmente em pacientes obesos, aumentando o risco de lesão pulmonar.
A alternativa (b) é correta. Em pacientes sem SDRA, de maneira geral, recomenda-se um volume corrente entre 6 a 8 mL/kg do peso corporal predito, para proteger o pulmão e evitar tanto a hipoventilação quanto a hiperinsuflação.
A alternativa (c) está errada, pois em pacientes com SDRA recomenda-se volumes ainda menores, em torno de 6 mL/kg para reduzir trauma pulmonar, e não 10 a 12 mL/kg, que podem agravar as lesões.
A alternativa (d) é incorreta porque almejar uma saturação de oxigênio de 100% na ventilação mecânica inicial pode levar a uso excessivo de oxigênio e PEEP elevados, que podem ser prejudiciais. O objetivo geralmente é manter saturações adequadas (geralmente entre 88% a 95%), evitando níveis muito altos que não trazem benefício.
A alternativa (e) também está errada, porque tanto o modo volume controlado (VCV) quanto o modo pressão controlada (PCV) podem ser usados de maneira segura, desde que ajustados corretamente e com base em parâmetros fisiológicos do paciente.
Portanto, a alternativa correta é a letra (b).