Equipe Gabarite
EQUIPE
08/10/2026 • 08:02
Vamos falar sobre interpretação da gasometria arterial e o equilíbrio acidobásico, um tema fundamental para entender estados patológicos, especialmente em casos de doenças respiratórias crônicas como a DPOC. Na DPOC, é comum que haja uma retenção crônica de CO2 (hipercapnia), o que leva a uma acidose respiratória. Porém, com o tempo, o organismo se adapta, principalmente através dos rins, que aumentam a retenção de bicarbonato (HCO3-) para compensar essa acidose e manter o pH mais próximo do normal.
Analisando a gasometria: o pH está 7,34, ou seja, ligeiramente ácido (normal é em torno de 7,35 a 7,45). O PaCO2 está elevado em 65 mmHg (normal até cerca de 40 mmHg), demonstrando hipoventilação e acúmulo de CO2, indicando acidose respiratória. O bicarbonato está elevado em 40 mEq/L (normal entre 22 e 26), indicando que os rins estão retendo bicarbonato para tentar compensar essa acidose. A PaO2 está baixa (50 mmHg), compatível com a hipoxemia da DPOC grave.
Portanto, temos uma acidose respiratória com uma resposta renal de compensação metabólica, típica da DPOC avançada, característica de um estado crônico. Como o pH não está tão baixo quanto seria esperado só com o CO2 elevado, isso indica que a compensação está ocorrendo parcialmente.
Vamos analisar as alternativas:
(a) Acidose metabólica pura? Não, porque o bicarbonato está alto, e o problema primário é o CO2 elevado.
(b) Alcalose respiratória crônica? Não, o pH não está alcalino, ele está ácido e o CO2 está alto, o que indica acidose respiratória.
(c) Acidose respiratória parcialmente compensada crônica com compensação renal? Sim, esta descrição é correta.
(d) Acidose respiratória aguda sem compensação? Não, porque o bicarbonato está elevado, mostrando compensação renal.
(e) Alcalose metabólica primária? Não, o pH não está alcalino e não há indicação de alcalose.
Assim, a melhor descrição é a alternativa c).
Analisando a gasometria: o pH está 7,34, ou seja, ligeiramente ácido (normal é em torno de 7,35 a 7,45). O PaCO2 está elevado em 65 mmHg (normal até cerca de 40 mmHg), demonstrando hipoventilação e acúmulo de CO2, indicando acidose respiratória. O bicarbonato está elevado em 40 mEq/L (normal entre 22 e 26), indicando que os rins estão retendo bicarbonato para tentar compensar essa acidose. A PaO2 está baixa (50 mmHg), compatível com a hipoxemia da DPOC grave.
Portanto, temos uma acidose respiratória com uma resposta renal de compensação metabólica, típica da DPOC avançada, característica de um estado crônico. Como o pH não está tão baixo quanto seria esperado só com o CO2 elevado, isso indica que a compensação está ocorrendo parcialmente.
Vamos analisar as alternativas:
(a) Acidose metabólica pura? Não, porque o bicarbonato está alto, e o problema primário é o CO2 elevado.
(b) Alcalose respiratória crônica? Não, o pH não está alcalino, ele está ácido e o CO2 está alto, o que indica acidose respiratória.
(c) Acidose respiratória parcialmente compensada crônica com compensação renal? Sim, esta descrição é correta.
(d) Acidose respiratória aguda sem compensação? Não, porque o bicarbonato está elevado, mostrando compensação renal.
(e) Alcalose metabólica primária? Não, o pH não está alcalino e não há indicação de alcalose.
Assim, a melhor descrição é a alternativa c).