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Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte acerca da dinâmica populacional.No contexto brasileiro,...


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O crescimento populacional, especialmente a partir da década de 50 do século passado, nos países de terceiro mundo, no entender da teoria neomalthusiana, determinaria a existência de uma população excedente às possibilidades do desenvolvimento econômico desses países. E assim explicaria seu subdesenvolvimento. Dois terços da humanidade estariam localizados na Ásia, África e América Latina. Isso constituiria um obstáculo ao desenvolvimento, na medida em que essa população expandida, cuja estrutura etária privilegiaria os mais jovens e as crianças, requisitaria investimentos não produtivos — hospitais, escolas, etc. —, desviando recursos que poderiam ser diretamente produtivos — como a construção de fábricas. Provocaria, inclusive, ao aumentar os efetivos da força de trabalho, um desequilíbrio cada vez maior entre a oferta e procura de empregos, reduzindo os salários e marginalizando amplas camadas de população do mercado de trabalho.

Amélia Damiani. População e Geografia, São Paulo: Contexto, 2012, p. 23.

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte acerca da dinâmica populacional.

No contexto brasileiro, as formas de ocupação do espaço urbano metropolitano são exemplos significativos da desigualdade socioespacial.

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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    13/10/2026 • 20:01
    A questão aborda a teoria neomalthusiana sobre o crescimento populacional e seus efeitos no desenvolvimento econômico, principalmente em países do chamado terceiro mundo. Essa teoria destaca que o aumento rápido da população, especialmente jovens e crianças, demanda investimentos em setores sociais como saúde e educação, que não são diretamente produtivos, desviando recursos de investimentos mais voltados ao crescimento econômico, como infraestrutura e indústria. Além disso, o aumento da oferta de trabalho pode levar à redução dos salários e à marginalização social.

    A partir desse contexto, o item pede que se avalie a afirmação de que no Brasil as formas de ocupação nas áreas urbanas metropolitanas refletem desigualdade socioespacial. Isso é um ponto bem conhecido na geografia urbana brasileira. As grandes cidades brasileiras apresentam um padrão marcante de segregação social, onde as classes mais pobres ocupam áreas periféricas, subnormais e com menor acesso a serviços públicos, enquanto as classes mais ricas residem em bairros centrais ou zonas nobres. Assim, a desigualdade persiste no espaço urbano, afetando o acesso a oportunidades, serviços e qualidade de vida.

    Portanto, a afirmação está correta, pois a ocupação do espaço urbano metropolitano no Brasil é um exemplo clássico da desigualdade socioespacial.
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