David Castilho
EQUIPE
16/10/2026 • 19:01
Vamos analisar a questão e as alternativas apresentadas. O enunciado descreve uma crise habitacional em um grande centro urbano, destacando que o problema é complexo, com múltiplas causas, ambíguo e que requer legitimação social, ou seja, precisa envolver diferentes atores para que as soluções sejam aceitas e eficazes. Além disso, não há urgência extrema, então há tempo para diálogo e construção de consenso.
Na análise de problemas públicos, existem diferentes modelos. O modelo racionalista é mais adequado para problemas claros, estruturados, com soluções técnicas evidentes e objetivos bem definidos. Neste caso, o problema é complexo e com ambiguidade, o que afasta o modelo racionalista, portanto a letra (a) está incorreta.
A alternativa (b) fala em uso de ferramentas econométricas por causa da urgência moderada e da vertente positivista. Porém, o uso de econometria está mais ligado à análise quantitativa e técnica de problemas estruturados. Além disso, a questão destaca a complexidade e a necessidade de legitimação social, o que extrapola o uso só de técnicas quantitativas. Assim, (b) não condiz com o contexto.
A letra (c) descarta a consulta a atores por causa da habilidade técnica, tratando o problema como estruturado. Esta alternativa vai na contramão do que o enunciado diz: o problema é complexo e ambíguo, o que exige o envolvimento de múltiplos atores para construir soluções legítimas. Logo, (c) também está errada.
A alternativa (d) sugere que o analista deve se isolar para garantir eficiência orçamentária e evitar conflitos entre coalizões. Porém, isolar o analista é inadequado em problemas complexos que demandam diálogo e construção coletiva. Assim, (d) está incorreta.
Por fim, a alternativa (e) indica que a abordagem argumentativa é preferível para problemas desestruturados, complexos e que exigem construção coletiva de consensos. Essa abordagem reconhece a pluralidade de interesses e a necessidade de diálogo entre os atores envolvidos, o que está em harmonia com o problema apresentado no enunciado.
Portanto, a alternativa correta é a letra (e).
Na análise de problemas públicos, existem diferentes modelos. O modelo racionalista é mais adequado para problemas claros, estruturados, com soluções técnicas evidentes e objetivos bem definidos. Neste caso, o problema é complexo e com ambiguidade, o que afasta o modelo racionalista, portanto a letra (a) está incorreta.
A alternativa (b) fala em uso de ferramentas econométricas por causa da urgência moderada e da vertente positivista. Porém, o uso de econometria está mais ligado à análise quantitativa e técnica de problemas estruturados. Além disso, a questão destaca a complexidade e a necessidade de legitimação social, o que extrapola o uso só de técnicas quantitativas. Assim, (b) não condiz com o contexto.
A letra (c) descarta a consulta a atores por causa da habilidade técnica, tratando o problema como estruturado. Esta alternativa vai na contramão do que o enunciado diz: o problema é complexo e ambíguo, o que exige o envolvimento de múltiplos atores para construir soluções legítimas. Logo, (c) também está errada.
A alternativa (d) sugere que o analista deve se isolar para garantir eficiência orçamentária e evitar conflitos entre coalizões. Porém, isolar o analista é inadequado em problemas complexos que demandam diálogo e construção coletiva. Assim, (d) está incorreta.
Por fim, a alternativa (e) indica que a abordagem argumentativa é preferível para problemas desestruturados, complexos e que exigem construção coletiva de consensos. Essa abordagem reconhece a pluralidade de interesses e a necessidade de diálogo entre os atores envolvidos, o que está em harmonia com o problema apresentado no enunciado.
Portanto, a alternativa correta é a letra (e).