Com base nas informações e relações implícitas no texto, infere-se que o fenô...

Com base nas informações e relações implícitas no texto, infere-se que o fenômeno demográfico descrito não se restringe ao aumento absoluto da população idosa, mas envolve transformações estruturai...


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Leia o texto abaixo para responder a questão.

Em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais de idade no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 14.081.477, ou 7,4% da população. Já a população idosa de 60 anos ou mais é de 32.113.490 (15,6%), um aumento de 56,0% em relação a 2010, quando era de 20.590.597 (10,8%). É o que revelam os resultados do universo da população do Brasil desagregada por idade e sexo, do Censo Demográfico 2022. Esta segunda apuração do Censo mostra uma população de 203.080.756 habitantes, com 18.244 pessoas a mais do que na primeira apuração.

“Após a divulgação dos primeiros resultados foi necessário realizar, pontualmente, alguns procedimentos de revisão, que acarretaram nessa diferença ínfima em termos percentuais”, explica o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte. Em relação aos resultados do Censo 2022 divulgados anteriormente, 566 municípios sofreram alteração de população.

“O Estatuto do Idoso define como idoso a pessoa de 60 anos ou mais. O corte de 65 anos ou mais foi utilizado nesta análise para manter comparabilidade internacional e com outras pesquisas que utilizam essa faixa etária, como de mercado de trabalho”, justifica Izabel Marri, gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE. O aumento da população de 65 anos ou mais em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira.
“Ao longo do tempo a base da pirâmide etária foi se estreitando devido à redução da fecundidade e dos nascimentos que ocorrem no Brasil. Essa mudança no formato da pirâmide etária passa a ser visível a partir dos anos 1990 e a pirâmide etária do Brasil perde, claramente, seu formato piramidal a partir de 2000. O que se observa ao longo dos anos, é redução da população jovem, com aumento da população em idade adulta e também do topo da pirâmide até 2022”, analisa a gerente.

(Disponível em www. censo2022.ibge.gov.br/noticias-por-estado
Com base nas informações e relações implícitas no texto, infere-se que o fenômeno demográfico descrito não se restringe ao aumento absoluto da população idosa, mas envolve transformações estruturais na composição etária do país. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta a inferência de acordo com o texto.
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    21/10/2026 • 15:01
    Essa questão aborda o fenômeno do envelhecimento populacional e as mudanças na estrutura etária do Brasil, conforme apontado pelo Censo 2022. O texto fala sobre o aumento significativo da população idosa (tanto de 60 quanto de 65 anos ou mais) e a diminuição relativa da população jovem (de até 14 anos), apontando para uma transformação estrutural no perfil demográfico do país.

    Esse processo está diretamente associado à transição demográfica — um conjunto de mudanças caracterizadas pela queda nas taxas de natalidade e mortalidade, que modificam a pirâmide etária da população. Com menos nascimentos e maior longevidade, a base da pirâmide (população jovem) diminui, enquanto o topo (população idosa) aumenta, o que indica um envelhecimento populacional.

    Analisando as alternativas, a opção A está alinhada com essa interpretação: reconhece a redução da população jovem, o crescimento da população idosa, e enfatiza que isso está associado a uma transição demográfica avançada. Além disso, destaca a relevância desse fenômeno para as políticas públicas de médio e longo prazo, o que faz sentido dado o impacto do envelhecimento na saúde, previdência e outros setores.

    As outras alternativas apresentam interpretações equivocadas ou não fundamentadas nas informações do texto. Por exemplo, a revisão metodológica não se relaciona a migração internacional (letra B); o IBGE não questiona a definição de idosos, apenas justifica o uso de faixas diferentes para fins comparativos (letra C); a perda do formato piramidal não resulta de aumento da mortalidade infantil, mas sim da redução da fecundidade (letra D); e o crescimento da população idosa está baseado em dados e não somente projeções, não se tratando de superdimensionamento da expectativa de vida (letra E).

    Portanto, a alternativa correta é a letra A.
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