Na oração “a última continuará a ser feita pelos entregadores.”, identifica-s...

Na oração “a última continuará a ser feita pelos entregadores.”, identifica-se o uso de um recurso estilístico expresso pela figura de linguagem:


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Anac libera testes para entrega de produtos com drones

Por Rafael Battaglia

Publicado em 12 ago 2020, 17h00


As aeronaves poderão ser usadas para serviços de delivery, a exemplo de outras iniciativas pelo mundo. Mas ainda é cedo para dizer que os drones chegaram para ficar.


Já pensou receber aquela pizza de sábado à noite via drone? Um dia, quem sabe, talvez seja possível. Nesta semana, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou que empresas passem a testar o uso de drones para a entrega de produtos - como serviços de delivery.

A primeira empresa a receber o CAVE (Certificado de Autorização de Voo Experimental) foi a Speedbird, que desde o ano passado trabalha em conjunto com empresas como a iFood para analisar como os drones podem ser usados em seus sistemas de entrega. Em setembro de 2019, a Speedbird entrou em contato com a agência para solicitar a emissão do certificado, e os primeiros testes foram realizados em janeiro deste ano.

Em nota, o iFood disse que os testes acontecerão em Campinas (SP) e podem começar ainda em 2020. A empresa irá instalar uma central dentro de um shopping da região para entregar comidas da praça de alimentação. Os drones funcionarão na primeira parte do trajeto - a última continuará a ser feita pelos entregadores.

A autorização, por ora, é válida até agosto de 2021, e permite testes BVLOS (sigla em inglês para “além da linha de visão”), que é quando o operador do drone não precisa ter contato visual com ele para poder operá-lo. Apesar disso, os voos só poderão ser feitos durante o dia, respeitando uma distância máxima de 2,5 quilômetros do ponto de decolagem. O drone autorizado a fazer os testes é o DLV-1. Ele pesa 9 kg, voa a até 32 km/h e consegue carregar encomendas de até 2 kg - se alguém pedisse duas pizzas, as coisas já ficariam mais difíceis.


[Adaptado] BATTAGLIA. R. Anac libera testes para entrega de produtos com drones. Revista Superinteressante.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/anac-libera-testes-para-entrega-de-produtos-com-drones/>. Acesso
em: 17 ago. 2020
Na oração “a última continuará a ser feita pelos entregadores.”, identifica-se o uso de um recurso estilístico expresso pela figura de linguagem:
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    21/10/2026 • 06:01
    Vamos conversar sobre figuras de linguagem, que são recursos usados para dar mais expressividade às frases ou para omitir ou enfatizar informações. Na questão, temos a frase “a última continuará a ser feita pelos entregadores.” O foco está na expressão “a última”, que é uma forma reduzida e omissa de algo que já foi mencionado antes no texto, referindo-se à última parte do trajeto.

    Agora, vamos entender cada alternativa:

    a) Elipse é a omissão de uma palavra ou expressão que se subentende no contexto, sem deixá-la clara na frase, mas mantendo o sentido. Por exemplo: “Eu gosto de pizza, ela, de hambúrguer.” Na frase da questão, “a última” substitui a última etapa, omitindo essa expressão, então pode ser um caso de elipse.

    b) Zeugma é semelhante à elipse, mas ocorre quando a palavra omitida já foi mencionada anteriormente e, por economia, não se repete. No caso, o verbo “ser feita” está subentendido para “a última”, cuja parte da frase foi omitida.

    c) Hipérbato é a inversão da ordem natural dos termos na frase para dar ênfase ou ritmo, o que não é o caso aqui.

    d) Pleonasmo é a repetição desnecessária de palavras com o mesmo sentido, usada para reforço, o que também não ocorre na frase.

    Diferenciar elipse e zeugma pode ser confuso. Aqui, temos “a última continuará a ser feita pelos entregadores.” O sujeito “a última” refere-se à última parte do trajeto, que foi mencionada antes, e o verbo “ser feita” é repetido normalmente, portanto não há palavra omitida nessa oração. O que foi omitido é complemento do termo “a última” (parte da entrega). Por isso, essa omissão é mais característica da elipse.

    Portanto, a figura de linguagem presente é elipse.

    Gabarito: a
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