Determinado estado da Federação editou lei estadual por meio da qual foi cria...

Determinado estado da Federação editou lei estadual por meio da qual foi criada uma vara especializada que, localizada na capital do estado, seria juízo privativo para o processo e julgamento das a...


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Determinado estado da Federação editou lei estadual por meio da qual foi criada uma vara especializada que, localizada na capital do estado, seria juízo privativo para o processo e julgamento das ações coletivas que fossem propostas na justiça estadual daquela unidade federativa.

Considerando-se a situação hipotética precedente e o entendimento do Superior Tribunal de Justiça acerca desse tema, e de acordo com a Lei n.º 7.347/1985 (Lei de Ação Civil Pública), é correto afirmar que a existência de vara privativa instituída por lei estadual
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    27/10/2026 • 22:01
    Vamos falar um pouco sobre competência territorial no direito brasileiro, que é o tema central dessa questão. Competência trata de qual juízo é competente para julgar determinada causa, e, no caso, o foco está na competência territorial, isto é, onde ocorre o julgamento. A Constituição Federal, as leis ordinárias e os regimentos internos podem estabelecer regras sobre isso.

    No que tange à criação de varas especializadas por estados, como a vara de ações coletivas mencionada, é importante lembrar que ela não pode modificar a competência territorial fixada em normas superiores. As competências territoriais estabelecidas na Constituição e nas leis processuais são rígidas para garantir segurança jurídica e evitar conflitos de competência.

    A Lei n.º 7.347/1985, que trata da ação civil pública, também regulamenta aspectos relacionados à competência, mas a instituição de uma vara especializada por lei estadual não pode modificar a competência territorial prevista em normas federais superiores, como a Constituição Federal ou o Código de Processo Civil.

    Assim, considerando o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a existência dessa vara privativa criada por lei estadual não altera a competência territorial referente às leis de processo. Ou seja, ela só funciona dentro dos parâmetros já firmados pelas leis processuais, sem alterá-los.

    Portanto, a resposta correta é a alternativa e) que indica que a criação dessa vara não altera a competência territorial prevista nas leis de processo.
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