Do ponto de vista do autor, as redes sociais

Do ponto de vista do autor, as redes sociais


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McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos participar.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos usuários de distinguir essas variações como relevantes no conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito de observações e reconhecer a organização geral da rede de que participam.
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o sentimento de pânico experimentados por um número crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno para o espírito.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. Revista USP, no 92. Adaptado)
Do ponto de vista do autor, as redes sociais

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  • Letícia Cunha
    Letícia Cunha
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: d) As redes sociais são caracterizadas pela grande quantidade de informações que circulam nelas. Isso exige que os usuários desenvolvam um senso crítico para filtrar o que realmente é relevante e confiável.

    A alternativa a) está incorreta porque os usuários não resistem necessariamente às redes sociais por serem afeitos à discrição; pelo contrário, muitos compartilham informações pessoais abertamente.

    A alternativa b) é inadequada porque as redes sociais nem sempre preservam identidades e opiniões de forma confiável, e nem sempre são fontes qualificadas de informação.

    A alternativa c) está errada ao afirmar que as redes sociais garantem julgamentos justos pela comunidade, pois muitas vezes há julgamentos precipitados e preconceituosos.

    A alternativa e) também é incorreta, pois as redes sociais não condensam a infinidade de dados em um meio confiável de exposição pessoal; ao contrário, a confiabilidade das informações pode ser questionável.

    Portanto, a alternativa d) é a que melhor representa a visão do autor sobre as redes sociais, destacando a necessidade de filtragem das informações disponíveis.
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