A fase de instalação do escravismo colonial de plantation em sua fo...

A fase de instalação do escravismo colonial de plantation em sua forma clássica coincide com o período de proeminência da cana-de-açúcar na economia colonial.


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Escravidão negra, latifúndio e monocultura. No início da
década de 60 do século XX, afirmava-se ser esse o conjunto de
fatores em que se assentara a economia brasileira do século XVI ao
XIX, como resultado da sua forma de integração ao mercado
mundial na qualidade de área subsidiária da Europa, como
produtora de artigos tropicais e, posteriormente, de metais
preciosos. Essa visão, excessivamente reducionista, com
freqüência, associava-se à atualmente criticada concepção dos
ciclos econômicos. Não se negava, mas minimizavam-se, em forma
decisiva, a presença e a importância de outras relações de produção
que não a escravidão de africanos e de seus descendentes. Era uma
historiografia que não vislumbrava a considerável complexidade
econômico-social brasileira.
Se considerarmos somente as partes do Brasil que, em cada
época, concentram principalmente a população e as produções
coloniais, tornar-se-á possível perceber quatro fases no que
concerne à história dotrabalho:
1) 1500-1532: período chamado pré-colonial, caracterizado por
uma economia extrativista baseada no escambo com os índios;
2) 1532-1600: época de predomínio da escravidão indígena;
3) 1600-1700: fase de instalação do escravismo colonial de
plantation em sua forma clássica;
4) 1700-1822: anos de diversificação das atividades, em razão da
mineração, do surgimento de uma rede urbana, e de posterior
importância da manufatura embora sempre sob o signo da
escravidão dominante.

Ciro Flamarion Santana Cardoso. O Trabalho na colônia.
In: Maria Yedda Linhares (org.). História geral do Brasil.
Rio de Janeiro: Campus, 1996, p. 78-9 (com adaptações).

Considerando o texto acima como referência inicial, julgue os itens
seguintes, relativos ao contexto colonial brasileiro.

A fase de instalação do escravismo colonial de plantation em sua forma clássica coincide com o período de proeminência da cana-de-açúcar na economia colonial.

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Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

  • Camila Duarte
    Camila Duarte
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: a)

    O texto faz referência a quatro fases no que diz respeito à história do trabalho no Brasil colonial. A terceira fase, que vai de 1600 a 1700, é caracterizada como a fase de instalação do escravismo colonial de plantation em sua forma clássica. Nesse período, houve o predomínio da produção de cana-de-açúcar, que era a principal atividade econômica da época. Portanto, a afirmação de que essa fase coincide com o período de proeminência da cana-de-açúcar na economia colonial está correta.
  • Yumi Fujii
    Yumi Fujii
    31/12/1969 • 21:00
    Esta afirmação resume o tripé econômico e social que definiu o Brasil entre meados do século XVI e o século XVII. A "forma clássica" do escravismo colonial de plantation é caracterizada por quatro elementos principais que atingiram seu auge justamente com a cana-de-açúcar:

    Latifúndio: Grandes extensões de terra (sesmarias) concentradas nas mãos de poucos senhores.

    Monocultura: Produção em larga escala de um único produto voltado para o mercado externo (o açúcar).

    Escravidão: Uso predominante de mão de obra compulsória (inicialmente indígena, mas consolidada com o tráfico transatlântico de africanos).

    Voltada para a Exportação: A produção não visava o consumo interno, mas sim abastecer a metrópole e o mercado europeu dentro da lógica do Mercantilismo.
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