A espada também pode bloquear eficientemente ataques inimigos, dando orige...

A espada também pode bloquear eficientemente ataques inimigos, dando origem à arte da esgrima, a complexa dança mortal entre movimentos defensivos e ofensivos. Ainda que raramente fosse a arma p...


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TEXTO III

                                                              ESPADAS
                          NENHUMA OUTRA ARMA TINHA O MESMO GLAMOUR

        Séculos depois de terem se tornado obsoletas, espadas ainda decoram brasões, bandeiras e insígnias militares por todo o mundo. "A história da espada é a história da Humanidade", afirmou o aventureiro, esgrimista e escritor britânico Richard Burton no século 19.
        Uma espada é inteira letal. Com a ponta, o inimigo podia ser trespassado, como uma lança. Com os lados, retalhado, como um machado - com a vantagem de a lâmina ser muito maior, e haver duas delas, nos modelos com dois gumes. Até a empunhadura servia para atacar, batendo-a contra a cabeça do inimigo - uma tática particularmente eficiente contra um oponente usando um elmo, que acabava desnorteado e vulnerável para ser finalizado. A espada também pode bloquear eficientemente ataques inimigos, dando origem à arte da esgrima, a complexa dança mortal entre movimentos defensivos e ofensivos. Ainda que raramente fosse a arma principal de uma unidade lutando em formação, não havia nada mais eficiente para combate próximo e pessoal - por isso, mesmo guerreiros equipados com lanças ou outras armas longas, como os hoplitas espartanos, carregavam-na consigo como arma reserva, para um ataque final ou como último recurso, quando a situação se degenerava num salve-se quem puder.
        (...)

                          (Revista Superinteressante, Editora Abril, Edição 329-A, Edição especial Armas, fevereiro-2014, p. 14)


A espada também pode bloquear eficientemente ataques inimigos, dando origem à arte da esgrima, a complexa dança mortal entre movimentos defensivos e ofensivos. Ainda que raramente fosse a arma principal de uma unidade lutando em formação, não havia nada mais eficiente para combate próximo e pessoal - por isso, mesmo guerreiros equipados com lanças ou outras armas longas, como os hoplitas espartanos, carregavam-na consigo como arma reserva, para um ataque final ou como último recurso, quando a situação se degenerava num salve-se quem puder.

Identificamos, no trecho acima, as seguintes palavras formadas pelo processo de derivação regressiva:

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Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

  • Camila Duarte
    Camila Duarte
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: c)

    Vamos entender o que é derivação regressiva: é quando uma palavra é formada a partir de outra, geralmente retirando um sufixo, para criar uma palavra de classe gramatical diferente (normalmente um substantivo que vira verbo).

    No trecho, as palavras "combate" e "ataque" são exemplos disso. Elas vêm de verbos (combater, atacar) e viraram substantivos, ou vice-versa, dependendo do contexto. Ou seja, a palavra original é um verbo, e a derivada é um substantivo, formada pela retirada de um sufixo.

    Já as outras opções não apresentam esse processo. Por exemplo, "arma" e "formação" são substantivos simples ou derivados por outros processos, mas não por derivação regressiva. "Guerreiros" é plural de "guerreiro", não derivação regressiva. "Lanças" e "armas" são plurais também, não derivação regressiva. "Situação" é derivada, mas não regressiva.

    Portanto, a resposta correta é a letra c), pois "combate" e "ataque" são palavras formadas por derivação regressiva.
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