Voltaire não hesita, ao considerar o grau de civilização em que encontra sua ...

Voltaire não hesita, ao considerar o grau de civilização em que encontra sua época, em


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Barbárie e civilização

      Em 1777, o ferino filósofo francês Voltaire escreveu:

      “O mundo começa a civilizar-se um pouco; mas que ferrugem espessa, que noite grosseira, que barbárie dominam ainda certas províncias, sobretudo entre os probos agricultores tão louvados em elegias e éclogas, entre lavradores inocentes e vigários de aldeia, que por um escudo arrastariam os irmãos para a prisão e vos apedrejariam se duas velhas, vendo-vos passar, exclamassem: herege!
      O mundo está melhorando um pouco; sim, o mundo pensante, mas o mundo bruto será ainda por muito tempo um composto de animais, e a canalha será sempre de cem para um. É para ela que tantos homens, mesmo com desdém, mostram compostura e dissimulam; é a ela que todos querem agradar; é dela que todos querem arrancar vivas; é para ela que se realizam cerimônias pomposas; é só para ela, enfim, que se faz do suplício de um infeliz um grande e soberbo espetáculo"

(O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 29-30)
Voltaire não hesita, ao considerar o grau de civilização em que encontra sua época, em

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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: c) Voltaire, um dos principais filósofos do Iluminismo, era conhecido por sua crítica ácida à ignorância e à superstição, que ele via como causas da barbárie e do atraso social. Ele não hesitava em manifestar desprezo pelos que considerava néscios, ou seja, aqueles que, por ignorância ou falta de razão, contribuíam para a manutenção de práticas retrógradas e a expansão da barbárie.

    Ao contrário das alternativas que sugerem uma defesa incondicional da aristocracia ou dos campesinos, Voltaire era crítico das instituições e das pessoas que, em sua visão, impediam o progresso do pensamento e da civilização. Ele também criticava o fanatismo religioso, mas a questão pede especificamente sobre o grau de civilização e a responsabilidade pela barbárie, o que está mais alinhado com a alternativa c.

    A alternativa d, embora próxima, é mais específica sobre a responsabilidade dos clérigos e fanáticos religiosos pelo atraso, mas não aborda diretamente o desprezo pelos néscios e a expansão da barbárie, que é o foco da questão. Portanto, a alternativa c é a que melhor representa a posição de Voltaire nesse contexto.
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