Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética relat...

Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética relativa à legislação penal, seguida de uma assertiva a ser julgada. Um grupo de religiosos radicais capturou uma pess...


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Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética relativa à legislação penal, seguida de uma assertiva a ser julgada.

Um grupo de religiosos radicais capturou uma pessoa de outra religião e contra ela praticou longa sessão de ofensas, ameaças e castigos físicos. A vítima, posteriormente, comunicou o fato à polícia judiciária, que o apurou. O promotor de justiça que recebeu o inquérito ofereceu denúncia contra o grupo pelos crimes de ameaça e lesões corporais, afastando a imputação de tortura pelo fato de os integrantes do grupo não serem funcionários públicos. Nessa situação, o promotor de justiça incidiu em erro, pois a lei que reprime a tortura não pune apenas agentes públicos, mas pode também alcançar particulares.

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  • Letícia Cunha
    Letícia Cunha EQUIPE
    21/01/2025 • 12:36
    Gabarito: a)

    O promotor de justiça incidiu em erro, pois a Lei nº 9.455/1997, que define os crimes de tortura, não se restringe apenas a agentes públicos, podendo alcançar também particulares que pratiquem atos de tortura. Dessa forma, a denúncia oferecida pelo promotor de justiça poderia incluir a imputação do crime de tortura ao grupo de religiosos radicais, juntamente com os crimes de ameaça e lesões corporais.

    Portanto, a assertiva está correta ao afirmar que o promotor de justiça errou ao afastar a imputação de tortura com base no fato de os integrantes do grupo não serem funcionários públicos.

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