Um senhor com 45 anos de idade que faz uso abusivo e diário de bebidas alc...

Um senhor com 45 anos de idade que faz uso abusivo e diário de bebidas alcoólicas foi levado, contra a sua vontade, pela sua esposa a um Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas. Ao ser...


Um senhor com 45 anos de idade que faz uso abusivo e diário de bebidas alcoólicas foi levado, contra a sua vontade, pela sua esposa a um Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas. Ao ser atendido, o paciente disse ao enfermeiro que o atendeu no acolhimento que não tem nenhum problema e que pode parar de beber quando quiser. A esposa relatou que ele justifica o fato de beber dizendo que é a forma como encontra para lidar com a perseguição feita pelo chefe e por colegas no seu trabalho. A esposa relatou que ele tem apresentado alteração do comportamento, mostrando-se irritadiço, insone e violento e que a proíbe de conversar com qualquer outro homem ou de sair na rua sozinha. A esposa afirmou ainda que ele quase não se tem alimentado e queixa-se de mal-estar, além de ter faltado muito ao serviço. O paciente referiu que vem sentindo fortes dores musculares.

A partir da situação clínica apresentada acima, julgue os itens subsecutivos.

O dissulfiram — medicação que vem sendo utilizada na prática clínica para o tratamento do alcoolista — poderia ser prescrito a esse paciente, sem o seu conhecimento, desde que autorizado pela esposa.

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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: b)

    Não é correto prescrever o dissulfiram a um paciente sem o seu conhecimento, mesmo que haja autorização da esposa. O uso de medicamentos, especialmente em casos de dependência química, deve respeitar o consentimento informado do paciente, garantindo que ele esteja ciente dos efeitos, riscos e objetivos do tratamento. Além disso, o dissulfiram pode causar reações adversas importantes se o paciente consumir álcool, e o acompanhamento médico e o consentimento são essenciais para a segurança e eficácia do tratamento. Portanto, a prescrição sem o conhecimento do paciente não é ética nem legal.
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