Uma paciente com 65 anos de idade, casada, sofreu um acidente vascular cer...

Uma paciente com 65 anos de idade, casada, sofreu um acidente vascular cerebral, em casa, quando costurava. Foi internada em um hospital, onde se manteve inconsciente por duas semanas. Após esse...


Uma paciente com 65 anos de idade, casada, sofreu um acidente vascular cerebral, em casa, quando costurava. Foi internada em um hospital, onde se manteve inconsciente por duas semanas. Após esse período, foi gradualmente recobrando a consciência, apresentando limitações importantes decorrentes de hemiplegia esquerda. Em certa ocasião, quando a ajudava no banho, a enfermeira notou uma grande área de eritema em região sacral. Após um exame físico mais detalhado, a enfermeira pôde identificar um pequeno orifício próximo ao sacro, com drenagem de fluido piosanguinolento.

Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subseqüentes.

O eritema apresentado pela paciente e observado pela enfermeira decorre de um processo de isquemia tecidual, havendo redução do suprimento sanguíneo para a pele.

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  • David Castilho
    David Castilho
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: a)
    O enunciado descreve uma paciente com hemiplegia esquerda após um AVC, que apresenta uma área de eritema na região sacral, com um pequeno orifício drenando fluido piosanguinolento. Isso caracteriza uma lesão por pressão, também conhecida como úlcera de pressão ou escara.

    O eritema é uma vermelhidão da pele que ocorre devido à vasodilatação inicial em resposta à isquemia tecidual. A isquemia acontece porque a pressão constante sobre a pele e tecidos subjacentes reduz o fluxo sanguíneo local, causando falta de oxigênio e nutrientes. Essa redução do suprimento sanguíneo é o que provoca a lesão e o eritema.

    Portanto, o eritema observado é consequência direta da isquemia tecidual causada pela pressão prolongada, que compromete a circulação local. Isso está de acordo com a fisiopatologia das úlceras de pressão, onde a isquemia é o fator inicial que leva à necrose e à formação da lesão.

    A presença do orifício com drenagem indica que a lesão já evoluiu para um estágio mais avançado, com possível infecção, mas o eritema inicial é mesmo decorrente da isquemia.

    Dessa forma, a afirmativa está correta, pois o eritema decorre da redução do suprimento sanguíneo para a pele, ou seja, da isquemia tecidual.

    Segunda resolução: ao analisar novamente, a fisiopatologia das úlceras de pressão confirma que a pressão prolongada sobre a pele impede a circulação sanguínea adequada, causando isquemia e, consequentemente, o eritema. Portanto, a resposta correta permanece a alternativa a).
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