Em novembro de 1807, temendo ser aprisionado pelas tropas de Napoleão Bonapar...

Em novembro de 1807, temendo ser aprisionado pelas tropas de Napoleão Bonaparte, o príncipe regente de Portugal, D. João VI, deixou Lisboa acompanhado de sua família e de boa parte da nobreza da Co...


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Em novembro de 1807, temendo ser aprisionado pelas tropas de Napoleão Bonaparte, o príncipe regente de Portugal, D. João VI, deixou Lisboa acompanhado de sua família e de boa parte da nobreza da Corte, em direção ao Brasil, onde se estabeleceu até 1821, ano em que regressou à metrópole já como rei. Com relação às diversas consequências, para a colônia, da permanência de D. João VI no Brasil, julgue (C ou E) os itens seguintes. A noção de brasilidade, ou seja, a consciência de ser brasileiro, esteve presente desde cedo na cultura política e na identidade da sociedade brasileira, tendo-se manifestado nas sedições nativistas da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana, ambas de cunho emancipacionistas, e, em fins do período colonial, terminado por ser a base da luta pela independência do Brasil.
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  • Yumi Fujii
    Yumi Fujii
    25/03/2026 • 23:04
    A Ausência de uma "Brasilidade" Unificada: Na época da Inconfidência Mineira (1789) e da Conjuração Baiana (1798), não existia uma consciência de "ser brasileiro" como uma identidade nacional única. O sentimento de pertencimento era regional e local.

    Identidades Fragmentadas: Os inconfidentes em Minas Gerais lutavam pelos interesses da capitania de Minas (queriam uma república mineira, não necessariamente brasileira). Da mesma forma, os conjurados baianos focavam na realidade de Salvador e da Bahia. A ideia de um "Brasil" como unidade política e cultural só começou a ser construída após a chegada da Corte em 1808 e, de forma mais sólida, durante o processo de Independência e o Primeiro Reinado.

    Cunho das Sedições: Embora fossem movimentos emancipacionistas, eles eram "nativistas" no sentido de oposição ao fisco ou à administração metropolitana, mas não possuíam um projeto de nação integrada. Como bem descreve o historiador José Murilo de Carvalho, a identidade brasileira é uma construção "de cima para baixo", consolidada pela burocracia estatal e pela elite formada em Coimbra que se estabeleceu no Rio de Janeiro.
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