A principal autoridade em todos os domínios coloniais portugueses era o rei, ...

A principal autoridade em todos os domínios coloniais portugueses era o rei, que, na administração desses domínios, contava com o auxílio do Conselho Ultramarino e da Mesa de Consciência e Ordens. ...


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A principal autoridade em todos os domínios coloniais portugueses era o rei, que, na administração desses domínios, contava com o auxílio do Conselho Ultramarino e da Mesa de Consciência e Ordens. Tendo em vista que, apesar do auxílio dessas instituições, a organização administrativa do Brasil colonial funcionava de modo precário, julgue (C ou E) os seguintes itens, relativos às causas dessa precariedade. A Coroa Portuguesa, do início ao fim da colonização, procurou manter o controle total sobre o empreendimento colonial, motivo pelo qual resistiu às investidas da iniciativa privada (ou particular), no sentido de assumir papel exclusivo na exploração econômica da colônia.
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  • Yumi Fujii
    Yumi Fujii
    25/03/2026 • 23:04
    O erro reside na afirmação de que a Coroa Portuguesa "resistiu às investidas da iniciativa privada". Na verdade, a colonização do Brasil foi marcada por uma constante parceria e transferência de encargos para o setor particular, justamente pela incapacidade financeira e administrativa do Estado português em gerir um território tão vasto sozinho.

    Início da Colonização (Arrendamento): O primeiro contrato de exploração do Brasil (1503) foi um arrendamento para um consórcio de mercadores liderado por Fernão de Loronha. A iniciativa era privada.

    Capitanias Hereditárias (1534): Este é o maior exemplo de transferência para a iniciativa particular. A Coroa delegou a posse e a administração das terras a Donatários (particulares), que deveriam investir seus próprios recursos para colonizar, defender e explorar a terra. O Estado português "terceirizou" o risco e o custo.

    Companhias de Comércio: Já no século XVII e XVIII (especialmente com o Marquês de Pombal), a Coroa criou companhias monopolistas (como a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão) que, embora reguladas pelo Estado, funcionavam com capital privado para dinamizar a economia colonial.

    Lógica Mercantilista: A Coroa mantinha o controle jurídico e fiscal (o exclusivo metropolitano), mas a operação econômica (engenhos, tráfico negreiro, mineração) era majoritariamente realizada por particulares.
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