Pedro, engenheiro elétrico, mora na cidade do Rio de Janeiro e trabalha na Co...

Pedro, engenheiro elétrico, mora na cidade do Rio de Janeiro e trabalha na Concessionária Iluminação S.A.. Ele é viúvo e pai de Bruno, de sete anos de idade, que estuda no colégio particular Amarel...


Pedro, engenheiro elétrico, mora na cidade do Rio de Janeiro e trabalha na Concessionária Iluminação S.A.. Ele é viúvo e pai de Bruno, de sete anos de idade, que estuda no colégio particular Amarelinho. Há três meses, Pedro celebrou contrato de financiamento para aquisição de um veículo importado, o que comprometeu bastante seu orçamento e, a partir de então, deixou de arcar com o pagamento das mensalidades escolares de Bruno. Por razões de trabalho, Pedro será transferido para uma cidade serrana, no interior do Estado e solicitou ao estabelecimento de ensino o histórico escolar de seu filho, a fim de transferi-lo para outra escola. Contudo, teve seu pedido negado pelo Colégio Amarelinho, sendo a negativa justificada pelo colégio como consequência da sua inadimplência com o pagamento das mensalidades escolares. Para surpresa de Pedro, na mesma semana da negativa, é informado pela diretora do Colégio Amarelinho que seu filho não mais participaria das atividades recreativas diuturnas do colégio, enquanto Pedro não quitar o débito das mensalidades vencidas e não pagas. Com base no caso narrado, assinale a afirmativa correta.

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  • David Castilho
    David Castilho
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: c)

    No caso narrado, o Colégio Amarelinho está agindo de forma abusiva ao reter o histórico escolar de Bruno e ao negar a participação do aluno nas atividades recreativas como forma de pressionar Pedro a quitar as mensalidades em atraso. Essas condutas configuram atos ilícitos objetivos e abusivos, independentemente da comprovação de dolo ou culpa por parte da diretora do colégio.

    A retenção do histórico escolar de Bruno pode ser considerada ilegal, pois o direito à educação e à informação são garantidos por lei. No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) estabelece que é direito do aluno o acesso ao seu histórico escolar, o que não pode ser condicionado ao pagamento de mensalidades em atraso.

    Além disso, a negativa de participação do aluno nas atividades recreativas do colégio também fere o princípio da dignidade da pessoa humana, pois não se pode penalizar a criança por uma questão financeira entre os responsáveis.

    Portanto, as condutas do Colégio Amarelinho são abusivas e passíveis de medidas legais para garantir os direitos de Bruno e de seu pai Pedro.
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