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“O assunto(1) que me (2) foi confiadonesta série(3) é aparentemente meio desligado dos problemas reais: "Direitos humanos e literatura." As maneiras de abordá?lo(4) são muit...


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O direito à literatura

   O assunto que me foi confiado nesta série é aparentemente meio desligado dos problemas reais: “Direitos humanos e literatura". As maneiras de abordá?lo são muitas, mas não posso começar a falar sobre o tema específico sem fazer algumas reflexões prévias a respeito dos próprios direitos humanos. [...]
   [...] pensar em direitos humanos tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo. Esta me parece a essência do problema, inclusive no plano estritamente individual, pois é necessário um grande esforço de educação e autoeducação a fim de reconhecermos  sinceramente este postulado. Na verdade, a tendência mais funda é achar que os nossos direitos são mais urgentes que os do próximo.
   [...] a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. [...]
   Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]
   Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis de cultura. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.

(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul; São Paulo: Duas Cidades, 2004.)

O assunto (1) que me (2) foi confiado nesta série (3) é aparentemente meio desligado dos problemas reais: "Direitos humanos e literatura." As maneiras de abordá?lo (4) são muitas, mas não posso começar a falar sobre o tema (5) específico sem fazer algumas reflexões prévias a respeito dos próprios direitos humanos. [...]" (1º§) Algumas palavras funcionam como elementos fundamentais de conexão, auxiliam na construção e no entendimento do texto. Além disso, muitas vezes palavras diferentes são utilizadas para um mesmo referente, conforme exemplo dos termos destacados:

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  • Will Kennedy Firmino
    Will Kennedy Firmino
    31/12/1969 • 21:00
    Não entendi.
  • Eu Mesmo
    Eu Mesmo
    31/12/1969 • 21:00
    Também não entendi
  • Luiz Gustavo Fernandes E Silva
    Luiz Gustavo Fernandes E Silva
    31/12/1969 • 21:00
    questão confusa!
  • PAULA IVANIA DE OLIVEIRA SOUZA
    PAULA IVANIA DE OLIVEIRA SOUZA
    31/12/1969 • 21:00
    Achei que seria apenas eu....
  • Peter Batista de Jesus
    Peter Batista de Jesus
    31/12/1969 • 21:00
    São os termos que se referem a "Direitos humanos e literatura", No caso 1, 4 e 5.
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