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“Isto é claro – diziam os mareantes – que depois deste Cabo não há aí gente nem ...

Responda: “Isto é claro – diziam os mareantes – que depois deste Cabo não há aí gente nem povoação alguma (...) e as correntes são tamanhas, que navio que lá passe, jamais nunca poderá tornar.”...


1Q54174 | História do Brasil, Conhecimentos de História do Brasil

“Isto é claro – diziam os mareantes – que depois deste Cabo não há aí gente nem
povoação alguma (...) e as correntes são tamanhas, que navio que lá passe, jamais nunca
poderá tornar.”

ZURARA, Gomes Eanes de. ca. 1430.

A despeito de todos os temores e incertezas que marcaram a aventura da expansão marítima portuguesa, os aventureiros que nela se lançaram conseguiram desbravar a costa
oeste africana, até o seu extremo sul, durante o século XV. Com relação a esses acontecimentos, podemos afirmar que:

I. a ultrapassagem do Cabo Bojador, em 1434, pela expedição comandada por Gil Eanes, concretizou uma das primeiras das intenções do infante D. Henrique: a de firmar
controle sobre o litoral da África subsaariana;
II. a expansão portuguesa no litoral ocidental africano levou ao estabelecimento de feitorias e ao início, em pequena escala, do tráfico de escravos africanos.
III. a crença na existência do reino cristão de Preste João, situado em algum lugar para
além dos domínios muçulmanos, foi um dos elementos do imaginário coletivo da
época que estimulou a participação de muitos nas expedições direcionadas para o
litoral africano.

Assinale a alternativa:
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💬 Comentários

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Usuário
Por Yumi Fujii em 31/12/1969 21:00:00
I. Correta: A ultrapassagem do Cabo Bojador em 1434 por Gil Eanes foi o grande marco psicológico e técnico da expansão. Antes dele, acreditava-se que o mar "fervia" e que monstros habitavam as águas ao sul. Superar esse ponto permitiu ao Infante D. Henrique avançar o projeto de exploração da costa africana em busca de ouro e de uma rota para as especiarias, consolidando o controle luso sobre o litoral subsaariano.

II. Correta: À medida que avançavam, os portugueses não colonizavam o interior da África, mas estabeleciam feitorias (postos comerciais fortificados no litoral), como a de Arguim e, mais tarde, São Jorge da Mina. Nessas bases, iniciou-se o comércio de ouro, pimenta e, crucialmente, o tráfico de seres humanos escravizados, que financiava as etapas seguintes das navegações.

III. Correta: O imaginário medieval foi um motor poderoso. A lenda do Preste João — um rei cristão poderoso que supostamente vivia cercado por muçulmanos — alimentava a esperança de uma aliança militar e religiosa para cercar o Islã e retomar Jerusalém. Essa busca motivou tanto exploradores marítimos quanto enviados por terra (como Pêro da Covilhã).
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