O item que NÃO apresenta sujeito é:

O item que NÃO apresenta sujeito é:


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Clara dos Anjos
Lima Barreto

O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
até músico, pois compunha valsas, tangos e
acompanhamentos para modinhas.
Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
não saíra daí.
Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
demais manifestações de sua vida. Empregado de um
advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
exíguo.
Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
tamarindeiro copado.
A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
chácara de outros tempos com aquela casa característica de
velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
plantaram não tivessem visto frutificar.

1- Brilho, elegância.
2- Velhas.

( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
O item que NÃO apresenta sujeito é:

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  • carlos guedes
    carlos guedes
    31/12/1969 • 21:00
    verbo expressa fenômeno da natureza .......
    choveram quem ??? eles ???? não ...não existe ....
    portanto sujeito inexistente
  • carlos guedes
    carlos guedes
    31/12/1969 • 21:00
    Ratificando::::
    pela regra o verbo haver indicando tempo passado é característica de indeterminação do sujeito.....
    portanto letra "c" de cebola
  • Eder Elias
    Eder Elias
    31/12/1969 • 21:00
    Parece ser fenômeno natural, mas não é.
  • Ana Helena Encenha
    Ana Helena Encenha
    31/12/1969 • 21:00
    a)e B) o verbo chover(fenômenos naturais) quando usados no figurativo podem concordar com (o que os acompanha) o sujeito.
    C)O verbo haver no sentido de tempo decorrido ou existir não tem sujeito normalmente.
    D) Passando para a voz passiva fica: Roupas são consertadas, ou seja, a frase tem sujeito.
    e) a frase tem sujeito.
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