Leia o excerto a seguir:
“[...] O direito autoral, portanto, passa por uma
crise de identidade. Quando falamos em identidade
estamos nos reportando ao que somos. Pois bem.
O que é o direito autoral? Um entrave à cultura?
Ou um fomento à criação intelectual? Essa crise
identitária precisa ser cuidadosamente analisada.
Para inúmeros defensores da cultura digital, o
direito autoral não passa de um grande empecilho
à circulação de obras intelectuais na rede mundial
de computadores. É algo nocivo, prejudicial,
antipático. Um fardo medonho, uma “mala sem
alça e sem rodinha”. Merece ser, cada vez mais,
“flexibilizado”. Em nossa opinião, essa campanha
bem orquestrada visa à fragilização do direito de
autor. [...]”.
(MORAES, Rodrigo. O autor existe e não morreu! Cultura digital e
a equivocada “coletivização da autoria”. In: SILVA, Rubens
Ribeiro Gonçalves (org.). Direito autoral, propriedade
intelectual e plágio. Salvador: EDUFBA, 2014. p. 58)
Qual é a crise problematizada pelo autor no texto
acima?