Os últimos quinze anos constituíram um dos períodos
em que a história, condensada numa multiplicidade de
acontecimentos, muitos deles totalmente imprevisíveis
– a começar pela queda do muro de Berlim e “terminando” com o ataque às torres gêmeas de Nova York –,
reuniu novos e velhos tempos, configurando uma nova
e muito mais complexa geografia do mundo. Que geografia é essa, que parece recuar e avançar pelo tempo,
em múltiplas velocidades que sugerem simultaneamente avanços e retrocessos, união e fragmentação, ordem
e desordem? Alguns afirmam que o mundo vive neste
início de século XXI o embate entre duas formas distintas de organizar o espaço: uma, pautada na lógica
territorial clássica, de controle de áreas e fronteiras;
outra, centrada na lógica globalizadora, fundada com o
mundo moderno.
(HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova desordem
mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006. Adaptado)
As duas formas distintas de organizar o espaço, ao qual
se referem os autores, relacionam-se, respectivamente,