A despeito de divergências, os principais pesquisadores dos problemas da p...

A despeito de divergências, os principais pesquisadores dos problemas da pobreza e da distribuição de renda no Brasil, em sua vasta maioria, concordam com as seguintes proposições, exceto:


A despeito de divergências, os principais pesquisadores dos problemas da pobreza e da distribuição de renda no Brasil, em sua vasta maioria, concordam com as seguintes proposições, exceto:

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  • Sumaia Santana
    Sumaia Santana EQUIPE
    10/12/2025 • 20:04
    Gabarito: Alternativa C
    Pesquisas na área de economia social, aliadas a estudos empíricos sobre distribuição de renda no Brasil e em outros países, demonstram de forma consistente que o crescimento econômico desempenha papel central na redução da pobreza absoluta. Isso ocorre porque a expansão da atividade econômica tende a gerar mais postos de trabalho, elevar a massa salarial, dinamizar setores produtivos e ampliar oportunidades de inserção econômica para grupos historicamente vulneráveis.

    Em contextos de crescimento sustentado, verifica-se também um aumento da arrecadação estatal, o que potencializa a capacidade do poder público de financiar políticas sociais, como programas de transferência de renda, investimentos em educação, saúde e infraestrutura.

    No entanto, a literatura especializada ressalta que, embora o crescimento seja um condicionante essencial, ele não é suficiente, por si só, para reduzir desigualdade de renda.
    Em economias altamente desiguais — como a brasileira — o crescimento pode ocorrer de maneira concentrada, beneficiando de forma desproporcional faixas mais ricas da população. Assim, a redução significativa da desigualdade requer a atuação simultânea de mecanismos redistributivos, políticas regulatórias, ampliação do acesso à educação de qualidade, formalização do mercado de trabalho e expansão das redes de proteção social.

    Mesmo diante dessas nuances, há um consenso robusto entre especialistas: negar a relevância do crescimento econômico no combate à pobreza contraria a evidência acumulada nas últimas décadas.

    O que se observa, sobretudo em países em desenvolvimento, é que os melhores resultados em redução da pobreza ocorrem quando crescimento econômico e políticas públicas atuam de forma complementar, e não excludente.

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