Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o sucesso de...

Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o sucesso de vales-presentes e congêneres, que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto....


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Presente perfeito

Aproveito a chegada do 13° salário e a proximidade do Natal para discutir o presente perfeito. Num mundo perfeitamente racional, ninguém nem pestanejaria antes de presentear seus familiares e amigos com dinheiro vivo.

Em princípio, nada pode ser melhor. Elimina-se o risco de errar, pois o presenteado escolhe o que quiser, e no tamanho certo. Melhor, ele pode juntar recursos de diversas origens e comprar um item mais caro, que ninguém sozinho poderia oferecer-lhe.

Só que o mundo não é um lugar racional. Se você regalar sua mulher com um caríssimo jantar na expectativa de uma noite tórrida de amor, estará sendo romântico. Mas, se ousar oferecer-lhe dinheiro para o mesmo fim, torna-se um simples cafajeste.

Analogamente, você ficará bem se levar um bom vinho para o almoço de Dia das Mães na casa da sogra. Experimente, porém, sacar a carteira e estender-lhe R$ 200 ao fim da refeição e se tornará “persona non grata” para sempre naquele lar.

Essas incongruências chamaram a atenção de economistas comportamentais, que desenvolveram modelos para explicá-las. Aparentemente, vivemos em dois mundos distintos, o das relações sociais e o da economia de mercado. Enquanto o primeiro é regido por valores como amor e lealdade, o segundo tem como marca indexadores monetários e contratos. Sempre que misturamos os dois registros, surgem mal-entendidos. O economista Dan Ariely vai mais longe e propõe que, no mundo das relações sociais, o presente serve para aliviar culpas: ofereça ao presenteado algo de que ele goste, mas acha bobagem comprar, como um jantar naquele restaurante chique ou um perfume um pouco mais caro. O que você está lhe dando, na verdade, é uma licença para ser extravagante.

Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o sucesso de vales-presentes e congêneres, que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 4/12/2011, com adaptações)

Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o sucesso de vales-presentes e congêneres, que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto. (L. 36-39) No trecho anterior, o pronome destacado, em relação ao texto, exerce papel

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  • Yara Raquel Diniz Goveia
    Yara Raquel Diniz Goveia
    31/12/1969 • 21:00
    Para determinar o papel do pronome "que" no trecho fornecido, precisamos analisar como ele se relaciona com o texto circundante. Vamos considerar o contexto e as definições de cada tipo de pronome:

    ### Análise do Contexto

    O trecho é:

    "Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o sucesso de vales-presentes e congêneres, que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto."

    Aqui, temos dois pronomes "que". Vamos focar no segundo:

    "que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto."

    ### Tipos de Pronomes

    - **Pleonástico**: Um pronome que repete uma informação já dada, redundante.
    - **Dêitico**: Um pronome que aponta para algo no contexto extralinguístico (por exemplo, pronomes demonstrativos ou pessoais usados para apontar).
    - **Catafórico**: Um pronome que faz referência a algo que será mencionado posteriormente no texto.
    - **Anafórico**: Um pronome que se refere a algo já mencionado anteriormente no texto.

    ### Determinação do Papel do Pronome

    O segundo "que" em "que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto" se refere a "vales-presentes e congêneres", que é mencionado anteriormente no texto. Portanto, este pronome está fazendo uma referência a algo que já foi mencionado.

    ### Conclusão

    Dado que o pronome "que" se refere a "vales-presentes e congêneres" mencionados anteriormente, ele exerce o papel de um pronome anafórico.

    Portanto, a alternativa correta é:

    d) **anafórico.**
  • Bianca Silva Lima
    Bianca Silva Lima
    31/12/1969 • 21:00
    Definição do conceito de "pronome anafórico":
    "Um pronome anafórico é um tipo de pronome que faz referência a algo ou alguém que já foi mencionado anteriormente no texto ou na conversa. Ele retoma um termo já conhecido para evitar repetições e tornar a comunicação mais fluida e clara.

    Vamos ao exemplo:

    Exemplo 1:

    Texto inicial: "João comprou um carro. O veículo é vermelho."
    Neste caso, "o veículo" é um pronome anafórico que se refere ao substantivo "carro" mencionado anteriormente.
  • ANTONIO QUEIROZ
    ANTONIO QUEIROZ
    31/12/1969 • 21:00
    A explicação seria conveniente se o pronome destacado fosse o "que"
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