Assinale a palavra em que o elemento con- (ou co-) NÃO tenha o mesmo valor...

Assinale a palavra em que o elemento con- (ou co-) NÃO tenha o mesmo valor que o de congêneres (L. 37).


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Presente perfeito

Aproveito a chegada do 13° salário e a proximidade do Natal para discutir o presente perfeito. Num mundo perfeitamente racional, ninguém nem pestanejaria antes de presentear seus familiares e amigos com dinheiro vivo.

Em princípio, nada pode ser melhor. Elimina-se o risco de errar, pois o presenteado escolhe o que quiser, e no tamanho certo. Melhor, ele pode juntar recursos de diversas origens e comprar um item mais caro, que ninguém sozinho poderia oferecer-lhe.

Só que o mundo não é um lugar racional. Se você regalar sua mulher com um caríssimo jantar na expectativa de uma noite tórrida de amor, estará sendo romântico. Mas, se ousar oferecer-lhe dinheiro para o mesmo fim, torna-se um simples cafajeste.

Analogamente, você ficará bem se levar um bom vinho para o almoço de Dia das Mães na casa da sogra. Experimente, porém, sacar a carteira e estender-lhe R$ 200 ao fim da refeição e se tornará “persona non grata” para sempre naquele lar.

Essas incongruências chamaram a atenção de economistas comportamentais, que desenvolveram modelos para explicá-las. Aparentemente, vivemos em dois mundos distintos, o das relações sociais e o da economia de mercado. Enquanto o primeiro é regido por valores como amor e lealdade, o segundo tem como marca indexadores monetários e contratos. Sempre que misturamos os dois registros, surgem mal-entendidos. O economista Dan Ariely vai mais longe e propõe que, no mundo das relações sociais, o presente serve para aliviar culpas: ofereça ao presenteado algo de que ele goste, mas acha bobagem comprar, como um jantar naquele restaurante chique ou um perfume um pouco mais caro. O que você está lhe dando, na verdade, é uma licença para ser extravagante.

Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o sucesso de vales-presentes e congêneres, que nada mais são que dinheiro com prazo de validade e restrições de onde pode ser gasto.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 4/12/2011, com adaptações)

Assinale a palavra em que o elemento con- (ou co-) NÃO tenha o mesmo valor que o de congêneres (L. 37).

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Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

  • Yara Raquel Diniz Goveia
    Yara Raquel Diniz Goveia
    31/12/1969 • 21:00
    Para resolver a questão, vamos analisar o valor do prefixo "con-" ou "co-" em cada uma das palavras. O prefixo "con-" geralmente significa "junto", "com" ou "em companhia de". Vamos ver se isso se aplica a cada uma das palavras:

    a) **Concentrar**:
    - O prefixo "con-" aqui significa "juntar", "centralizar" (trazer para um centro comum).
    - Valor: "junto", "em companhia de".

    b) **Condomínio**:
    - O prefixo "con-" aqui significa "propriedade compartilhada", "domínio conjunto".
    - Valor: "junto", "em companhia de".

    c) **Contabilidade**:
    - O prefixo "con-" aqui é usado na formação da palavra "conta", mas não significa "junto" ou "em companhia de".
    - Valor: Não corresponde ao valor "junto", "em companhia de".

    d) **Confraria**:
    - O prefixo "con-" aqui significa "irmandade", "grupo unido por um objetivo comum".
    - Valor: "junto", "em companhia de".

    A palavra onde o elemento "con-" (ou "co-") **NÃO** tem o mesmo valor de "junto", "em companhia de" é:

    c) **Contabilidade**

    Explicação: Em "contabilidade", o "con-" é parte da formação da palavra "conta" e não tem o sentido de "junto" ou "em companhia de" que encontramos nas outras opções.
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